“Eu já quis deixar de ser índio”: diz professor sobre preconceito

Professor Daniel Munduruku entrevistado pelo Roda VivaReprodução/Roda Viva

Daniel Munduruku é autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. Ele é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos.

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Em entrevista ao Roda Viva desta segunda-feira (20), o escritor foi questionado sobre como deixou para trás a vergonha de ser identificado como indígena, passando a assumir sua identidade Munduruku e como esse sentimento de pertencimento influenciou sua literatura.

Daniel explica que pensava que estavam lhe chamando de passarinho, tatu, algo do tipo, e que não enxergava a palavra como algo perigoso ou pejorativo. Ele relata que, ao longo do tempo, percebeu que muitas pessoas enxergavam os indígenas como seres selvagens, preguiçosos, traiçoeiros e sujos.

*Reportagem em atualização

 

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