
Uma matéria feita pelo The Guardian mostrou a nova relação entre a população do Nepal e animais de megafauna. Atualmente, por conta do crescimento do número de animais de grande porte em regiões de plantações e vilarejos, o conflito entre as espécies e os humanos é inevitável.
Aumento dos animas de megafauna
Frequentemente rinocerontes são vistos em meio a civilização e moradores locais alertam os turistas para os riscos de momentos como esse. A situação chegou nesse nível por conta do alto nível de conservação dos animais realizado pela população do Nepal. Nos anos 1970, a estimativa era de que existissem aproximadamente 100 rinocerontes no país, a maioria no Parque Nacional de Chitwan. Atualmente, a expectativa é de que haja 700 deles vivendo dentro e nos arredores do parque.
A reportagem compartilhou vários casos de ataques dos animais aos humanos, geralmente acontece em plantações e coleta de lenha, ervas silvestres e forragem. Na maioria das vezes, as vítimas são mulheres, já que na sociedade tradicional nepalesa, são elas que realizam a maior parte da coleta.
Novos cuidados
Para tentar evitar os conflitos com as espécies, visando a proteção da própria vida e dos demais, os nepaleses estão se reeducando para poder auxiliar aqueles que estão mais expostos ao risco.
Em entrevista ao The Guardian, Doma Paudel, a primeira guia de trilhas feminina do Nepal e fundadora do Wildlife Victim Fund, contou que realizou um workshop com 21 ambientalistas emergentes. O objetivo do encontro foi ensinar como coexistir de forma mais segura com a megafauna. A ideia é que esses profissionais passem os ensinamentos para membros de suas comunidades.
Durante a entrevista a especialista contou que: “As populações de animais selvagens estão aumentando e o número de incidentes [de conflito entre humanos e animais selvagens] também está crescendo”. Ela ainda completou: “Isso leva a uma crescente raiva, medo e preocupações com os meios de subsistência.”
Vale ressaltar, que segundo a reportagem, a mãe de Paudel foi morta por um rinoceronte em 2004, enquanto recolhia lenha na floresta.
Apesar de tudo isso, ela ainda acredita que é possível ter uma harmonia entre humanos e animais: “O espaço é para ser compartilhado com outros animais. Se amarmos a natureza, a natureza nos amará de volta.”
