Havaianas transforma “O Diabo Veste Prada 2” em estilo

Do salto ao chinelo: a Havaianas transforma O Diabo Veste Prada 2 em coleção e prova que conforto também é tendênciaFoto: Divulgação

Se antes o salto alto era símbolo máximo de poder no universo fashion, agora ele divide espaço — ou até perde protagonismo — para algo bem mais democrático: o chinelo. E a nova colaboração entre a Havaianas e o filme “O Diabo Veste Prada 2” traduz exatamente esse movimento.

“Tira o salto, vai de Havaianas”

A campanha “Tira o salto, vai de Havaianas” não é só um trocadilho esperto com o imaginário do longa. É uma leitura contemporânea de comportamento. Em um cenário no qual conforto e estilo deixaram de ser opostos, a marca brasileira encontra uma forma inteligente de dialogar com um dos títulos mais icônicos da cultura pop fashion.

coleção Puffed — composta pelos modelos Puffed Up, Maxi Puffed, Over Puffed e Luna Puffed — aposta em uma estética que flerta com o exagero: tiras acolchoadas, bordas infladas e solados redesenhados criam um visual que se aproxima mais do universo fashionista do que da praia. O chinelo assume, sem pudor, seu lugar no streetwear.

Experiência além do produto

O que chama atenção é a construção de experiência. A Havaianas ocupa cidades-chave como Nova York, Paris e Rio de Janeiro com mídia out of home, enquanto ativa pontos físicos com cenografia, cinema temático e até photobooth inspirado no famoso elevador do filme. Em São Paulo, a experiência se materializa em loja e shopping, de modo a aproximar  ainda mais a narrativa do público.

Essa estratégia reforça um ponto importante: collab hoje não sobrevive só de produto — precisa de contexto, de storytelling e, principalmente, de vivência. Ao se conectar com a estreia do filme, a marca surfa no hype e amplia sua relevância cultural, transformando lançamento em conversa.

Luxo contemporâneo

Há um detalhe simbólico que não passa despercebido. Miranda Priestly, ícone máximo da rigidez fashion, talvez nunca trocasse seus saltos por um par de Havaianas. Mas o público, definitivamente, já fez essa escolha há algum tempo.

No fim, o que a marca entrega não é apenas uma coleção temática. É uma atualização de código: o luxo contemporâneo pode, sim, ser confortável e, se possível, com um toque de ironia.

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