Detento que esquartejou comparsa de crime em MG é indiciado por homicídio triplamente qualificado


Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé
Silvan Alves/Reprodução
A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (22) que encerrou o inquérito sobre o brutal assassinato ocorrido dentro da penitenciária de Muriaé no início do mês. O delegado responsável pelo caso, Tairony Espíndola, disse que o autor, que não teve o nome divulgado, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.
A vítima era Deylon Moura Santos, de 28 anos, apontado como cúmplice do autor no assassinato de Douglas Cristóvão, ocorrido na mesma unidade prisional em janeiro deste ano, e motivado por homofobia.
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Em depoimento, o autor confessou o crime e alegou que a motivação foi uma suposta ameaça que teria recebido de Deylon. Conforme o delegado, a polícia acredita que o detento surpreendeu a vítima enquanto ela ainda estava dormindo.
“Diante da ausência de lesões, acreditamos que ele surpreendeu a vítima quando ela ainda estava adormecida e a asfixiou. Com a vítima inconsciente, ele iniciou os cortes”, explicou o delegado.
Agora, a autoridade policial aguarda resposta de exames laboratoriais para confirmar se os cortes foram realizados com a vítima ainda viva ou após o óbito.
Na época do crime, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a unidade prisional instaurou procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias da ocorrência. A pasta também destacou que Deylon tinha passagens pelo sistema prisional desde 2015 e havia sido admitido na Penitenciária de Muriaé em agosto de 2025.
Relembre o crime de janeiro
Corda utilizada no crime, segundo a Polícia Civil
Polícia Civil/Divulgação
Em janeiro, o envolvido foi indiciado por matar Douglas Cristóvão na mesma unidade. Na ocasião, ele alegou que cometeu o crime, registrado no dia 12 de janeiro, após sofrer hostilizações relacionadas à orientação sexual, além de ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
A apuração demonstrou que o detento foi agredido, asfixiado com uma corda e esquartejado no interior da cela com uma lâmina de barbear, enquanto os demais presos estavam no pátio, no momento do ‘banho de sol’.
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