
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para a realização de uma nova cirurgia. Desta vez, o ex-presidente será submetido a um procedimento, na sexta-feira (24) ou sábado (25), no ombro direito.
Ainda segundo a defesa, Bolsonaro “apresenta quadro de dor persistente e incapacidade funcional” no membro.
Os advogados do ex-chefe do Executivo solicitam a Moraes a liberação de “todos os atos médicos preparatórios, pré-operatórios, internação, realização do procedimento, pós-operatório e reabilitação correlata diretamente vinculados ao tratamento cirúrgico indicado”.
Prisão domiciliar
Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida tem prazo de 90 dias para depois reavaliar a decisão.
A decisão determinou que a prisão deverá ser cumprida integralmente no endereço residencial de Bolsonaro, com o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, autoriza visitas permanentes de seus filhos e advogados, nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, como também visitas médicas permanentes, sem necessidade de comunicação prévia, observadas as determinações legais e judiciais anteriormente introduzidas.

O ex-mandatário está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, por meio de terceiros. O descumprimento das regras implicará a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário.
Bolsonaro (PL) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes a 27 anos 3 meses de reclusão.
