
Os 65 moradores do prédio que afundou têm prazo de 10 dias para retirar todos pertences que permaneceram no local após incidente do dia 15 de abril em Itajaí, no estado de Santa Catarina. O acesso ao edifício é controlado pela Defesa Civil, que elaborou o cronograma após visita técnica realizada nesta segunda-feira (20). Segundo a Defesa Civil Municipal, uma avaliação preliminar foi realizada com o apoio de engenheiros, constatando que a estrutura está escorada no momento, o que permite a segurança durante a retirada dos itens pessoais.
Durante esta semana e até o dia 30 de abril, itens de menor porte como roupas, documentos, fotografias e objetos pessoais podem ser levados pelos atingidos.
Em uma segunda etapa, será realizada a remoção de móveis e demais itens de maior porte. Após a conclusão dessas fases, um parecer técnico definitivo deverá ser emitido.
Apesar da liberação, a Defesa Civil alerta que não há garantia de estabilidade permanente no prédio, e fatores climáticos podem causar novos problemas. A ação será interrompida imediatamente em caso de qualquer alteração na estrutura.
O Edifício Irajá fica localizado na rua Almirante Barroso, no Centro da cidade, e possui 16 apartamentos. Todos os 65 residentes tiveram que deixar suas residências às pressas no momento do colapso.
O projeto de construção do imóvel data de 1975, mas, segundo a Defesa Civil, fatores como alterações no solo também podem ter sido a causa do problema.
Situação do prédio é crítica
Relatório preliminar da Defesa Civil apontou que o edifício apresenta um cenário considerado crítico, com inclinação da estrutura, afundamento do piso térreo e danos em elementos estruturais e de vedação.
Uma das hipóteses é a ocorrência de um recalque das fundações, causado por fatores como degradação das estacas, alterações no solo ou comprometimento da base estrutural.
A última movimentação registrada na estrutura foi na manhã do dia 16 de abril, logo após o ocorrido, quando o prédio afundou mais 9 milímetros, além dos 30 centímetros iniciais.
Mesmo assim, técnicos reforçam que a estrutura ainda pode se degradar mais.
Sem um laudo conclusivo até o momento, a Defesa Civil avalia que a estrutura deverá ser demolida, tanto por conta do estado crítico quanto pelo eventual custo que teria uma recuperação.
Entenda o caso
Na noite do dia 15 de abril, a estrutura da edificação cedeu, e o prédio precisou ser evacuado. O imóvel possuía 16 apartamentos entre quatro andares e somente um estava desocupado. Três pessoas tiveram ferimentos leves e quatro foram encaminhadas para abrigo disponibilizado pelo município.
Todas as 65 pessoas que residiam ali saíram somente com a roupa do corpo. Na manhã seguinte (16), equipes de bombeiros foram mobilizadas para resgatar um animal doméstico que ficou para trás. Apesar da situação, ninguém ficou desabrigado, pois maior parte dos residentes foi acolhida por moradores.
