Caso Jeffrey Epstein: órgão de controle dos EUA investiga falhas na divulgação de arquivos


Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e qual a associação com Trump
O órgão de fiscalização interna do Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (23) que está revisando se a pasta cumpriu a lei que determinou a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein.
O bilionário se suicidou em uma cela de prisão em Nova York em agosto de 2019, um mês após ser indiciado por acusações federais de tráfico sexual.
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Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso
Jeffrey Epstein
Reuters
A revisão conduzida pelo escritório do inspetor-geral vai se concentrar em como o departamento coletou, analisou e fez as tarjas (redações) dos materiais antes da divulgação.
A análise também vai checar o processo adotado para tratar preocupações com privacidade que surgiram depois que os arquivos foram tornados públicos, quando sobreviventes de Epstein reclamaram que informações pessoais sobre elas foram expostas.
A auditoria vai se debruçar sobre um dos capítulos mais politicamente sensíveis do Departamento de Justiça durante o governo Trump, quando autoridades cederam à pressão pública e a uma lei aprovada pelo Congresso para divulgar milhões de páginas de registros que o Poder Executivo havia inicialmente dito que não seriam publicadas.
Este é o primeiro esforço significativo do órgão de fiscalização — desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez — para examinar as ações de um departamento marcado por turbulências, incluindo demissões em massa de funcionários e alegações de politização de investigações.
O caso Epstein paira sobre o departamento há mais de um ano. O FBI e o Departamento de Justiça chegaram a afirmar, em uma nota sem assinatura, que não divulgariam registros adicionais da investigação sobre tráfico sexual envolvendo Epstein, mas voltaram atrás depois que a legislação foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Donald Trump.
A divulgação posterior dos documentos gerou reclamações de vítimas, que disseram que tarjas malfeitas deixaram suas identidades expostas, além de críticas de que informações que poderiam ser prejudiciais a Trump teriam sido omitidas da divulgação.
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