Fim da escala 6×1: debate reúne deputados, empresários e sociedade em Uberlândia


Empresários e deputados debatem mudanças na escala de trabalho em Uberlândia
O fim da escala 6×1 foi tema de debate entre empresários, deputados federais e representantes da sociedade civil de Uberlândia, na tarde desta quinta-feira (23). Foram discutidas as possíveis mudanças na escala semanal de trabalho e os reflexos na qualidade de vida, na produtividade e na geração de empregos.
A redução da jornada de trabalho é uma discussão antiga, mas que voltou ao centro do debate e ganhou força no Congresso nos últimos dias. Em Brasília, parlamentares analisam propostas que podem limitar a carga horária semanal de 44 horas para até 36 horas, além do possível fim da escala de 6×1.
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Se aprovadas, as propostas podem trazer impactos diretos na organização social e econômica do país. Já que o tema afeta diretamente a vida de milhões de empregados e empregadores.
“Não existe empresa sem trabalhador e trabalhador sem empresa. Nós temos que buscar um equilíbrio do ponto de vista econômico e, ao mesmo tempo, do bem-estar. Para todo empresário, bem-estar é uma premissa dos seus funcionários, seus colaboradores. Portanto, tratar esse tema é de extrema importância, porque a gente precisa discutir aqui, hoje, que país que a gente quer, que o futuro que a gente pretende. Então é um momento democrático, rico, onde nós temos duas opiniões diversas e que todos poderão ouvir e debater e quem sabe trazer a oportunidade de dar a sua opinião e quem sabe virar uma lei e mudar esse país para sempre”, afirmou Rogério Nery, empresário e conselheiro da Associação Empresarial de Uberlândia (Aciub).
No Congresso, uma das quatro propostas em tramitação é de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG). Segundo ele, a redução da jornada de trabalho pode trazer ganhos significativos para a saúde dos trabalhadores e também para a produtividade.
“Nós temos 36% dos trabalhadores na informalidade. E 30% disseram em pesquisa que, se a jornada for mais humanizada junto com a escala, eles topam formalizar. Isso já está testado. Empresas que anteciparam a redução da escala para 5×2 estão quadruplicando o preenchimento de vagas. Portanto, eu diria para você que é uma política de ganha-ganha e toda a economia e toda a sociedade brasileira, em especial os trabalhadores, vão ganhar com o fim da escala 6×1.”
Por outro lado, um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a redução da jornada de trabalho pode aumentar os custos com emprego formal em até R$ 267 bilhões por ano.
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Equilíbrio
Empresário Rogério Nery e deputados federais Zé Vitor (PL) e Reginaldo Lopes (PT) durante debate sobre fim da escala 6×1
TV Integração/Reprodução
Entre os empresários de Uberlândia, que participaram do debate, a principal preocupação é encontrar soluções equilibradas, capazes de fortalecer a economia e ampliar a geração de empregos.
“Nós temos certeza que o país Precisa ser competitivo as empresas e empreendedores aqui competitivos a nível global, mas ao mesmo tempo nós precisamos ter o trabalhador motivado e num bom ambiente. E para isso nós precisamos discutir isso juntos. O caminho para o equilíbrio é pegar os dados e as informações, analisar o que nós precisamos fazer para estar competitivo, mais competitivo globalmente, para atrair mais empreendedores e gerar mais emprego aqui”, afirmou o presidente da Aciub.
Para o deputado federal Zé Vitor (PL/MG), a proposta pode comprometer a competitividade do país e gerar impactos negativos no mercado de trabalho. Segundo ele, seria necessário um tempo para as empresas se adaptarem ou alguma compensação para que ninguém saia no prejuízo.
” Para que não haja uma transformação tão radical que poderia, em algum momento, paralisar a economia. A gente está muito preocupado para que seja algo justo para todos. Em especial para o trabalhador, priorizando a saúde e o bem-estar”, explicou.
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