
Justiça revoga prisão de suspeitos de envenenamento em Santa Cecília
A tia e o sobrinho suspeitos de envenenar 12 funcionários de um posto de saúde em Santa Cecília, no Oeste de Santa Catarina, foram soltos pela Justiça. A informação foi confirmada pela defesa dos suspeitos na quinta-feira (23).
O crime aconteceu em outubro, quando clonazepam foi misturado a um refrigerante e oferecido aos servidores. A investigação apontou vingança como motivação para o crime.
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Os dois estavam presos preventivamente desde outubro de 2025. Conforme a Justiça, a fase de instrução do processo contra os dois foi encerrada com o depoimento pessoal dos réus. Entre segunda (20) e quarta (22), mais de 20 testemunhas foram ouvidas.
Pronto-atendimento de Santa Cecília, SC
Prefeitura de Santa Cecília/Divulgação
Segundo o Ministério Público (MP), o sobrinho, de 41 anos, trabalhava no local e foi afastado duas semanas antes do crime por denúncia de importunação sexual. Já tia dele, de 54, estaria com raiva por não ser autorizada pela unidade a fazer um tratamento considerado irregular.
Em nota, a defesa do homem afirmou que a soltura do cliente ocorreu após provas verificarem “a ausência de perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado, bem como a ausência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a manutenção da medida extrema” (íntegra da nota no fim do texto).
O g1 não conseguiu contato com a defesa da mulher.
Vítimas tiveram sintomas de vômito, tontura, dificuldade na fala e mais
Os funcionários foram intoxicados na tarde de 21 de outubro. Eles tiveram sintomas como vômito, tontura, sonolência, inchaço abdominal e dificuldade na fala. Segundo o MP, a relação de vítimas inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, recepcionistas e auxiliares de serviços gerais.
No dia seguinte, a Polícia Civil começou a coletar provas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve conduta criminosa relacionada à contaminação dos alimentos. O clonazepam foi achado na casa da mulher investigada.
Polícia divulga substância encontrada em refrigerante que intoxicou 12 pessoas em SC
O que disse a defesa do sobrinho
A defesa do acusado JIRLEI, no chamado “caso do refrigerante envenenado”, ocorrido em 21 de outubro de 2025, no Pronto Atendimento do município de Santa Cecília/SC, vem se manifestar acerca da decisão judicial que determinou a revogação da prisão preventiva, na data de hoje.
A medida foi concedida por verificar, neste momento processual, em que já colhida integralmente a prova oral, a ausência de perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado, bem como a ausência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a manutenção da medida extrema.
A liberdade provisória foi concedida mediante a aplicação de medidas cautelares. A defesa ressalta que a decisão reafirma o compromisso do Poder Judiciário com as garantias fundamentais, especialmente o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Desde o início, o acusado permaneceu à disposição da Justiça e contribuiu para o esclarecimento dos fatos, não havendo mais elementos concretos que justificassem a continuidade da prisão preventiva.
A defesa sempre acreditou na atuação firme e imparcial do Poder Judiciário e seguirá combativa, utilizando todos os meios legais cabíveis, para demonstrar, ao final do processo, a total e plena inocência do acusado.
Por fim, reforça-se o pedido para que a sociedade trate o caso com responsabilidade, evitando conclusões, julgamentos e/ou juízo de valor precipitados antes do encerramento definitivo da ação penal.
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