EUA retomam pena de morte com injeção letal e estudam fuzilamento

Maca de aplicação de injeção letalDepartamento de Correções da Pensilvânia

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (24), a retomada da aplicação de injeções letais em âmbito federal, além de outros métodos como fuzilamento, eletrocução e asfixia por gás para penas de morte, cumprindo ordem do presidente Donald Trump.

O ex-presidente Joe Biden havia suspendido as injeções letais, procedimento previsto no Código Penal dos EUA, um dos 55 países que adotam a pena capital, com base em pesquisas que apontavam “dor e sofrimento desnecessários”.

Em sua gestão, apenas três condenados foram mortos e outros 37 tiveram a pena substituída por prisão perpétua.

No comunicado, a pasta classificou essa análise como “profundamente falha”.

No primeiro mandato de Trump, durante os anos de 2017 a 2021, o presidente americano retomou as execuções após um hiato de 20 anos.

Nesse período, 13 condenados foram executados.

O procurador-geral Todd Blanche instruiu o Departamento de Prisões a “incluir métodos adicionais já previstos em leis estaduais”, dentre eles o pelotão de fuzilamento, a asfixia por nitrogênio e a eletrocussão, ou o choque elétrico.

Na prática, a determinação serve como parâmetro. A pena de morte é descentralizada nos Estados Unidos, cada estado define os métodos permitidos e proibidos.

Em 2025, a Carolina do Sul realizou a execução de um homem por fuzilamento, diante da falta de medicamentos para injeção letal.

Um ano antes, o Alabama havia sido o primeiro estado a aplicar a asfixia por nitrogênio, método que a Organização das Nações Unidas (ONU) comparou à tortura.

*Estagiária sob supervisão

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