Bicampeã internacional de turismo: a cidade fundada em 1535 que batizou um estado inteiro e tem 32 km de praias

Bicampeã internacional de turismo: a cidade fundada em 1535 que batizou um estado inteiro e tem 32 km de praias

Quando os portugueses desembarcaram na Prainha em 23 de maio de 1535, batizaram aquele pedaço de costa com o nome do dia religioso, o Espírito Santo. Quase cinco séculos depois, Vila Velha é a cidade mais antiga do estado, soma 32 km de litoral e foi bicampeã do Prêmio Ibero-Americano de Destino Turístico Inteligente.

Por que essa cidade carrega o título de berço do Espírito Santo?

O começo de tudo aconteceu na areia da Prainha, onde o donatário Vasco Fernandes Coutinho aportou com cerca de 60 homens a bordo da caravela Glória. Como era domingo de Pentecostes, a terra recém-pisada ganhou o nome do Divino Espírito Santo, e ali se ergueu a primeira sede da capitania, segundo a Prefeitura de Vila Velha.

A vila foi capital até 1549, quando os portugueses transferiram o núcleo para a ilha vizinha em busca de proteção contra ataques indígenas. O povoado original ficou para trás e virou, literalmente, a Vila Velha. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, datada de 1551, é considerada a mais antiga do estado e fica de pé até hoje no Sítio Histórico da Prainha.

Vila Velha, Espírito Santo // Créditos: depositphotos.com / losak.napior

Vale a pena viver na cidade canela-verde?

Vale para quem busca uma combinação rara entre litoral, infraestrutura urbana e história colonial preservada. A cidade tem cerca de 502 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024, e concentra um dos maiores polos comerciais do estado, com fácil ligação a Vitória pela Terceira Ponte.

Em reconhecimentos internacionais, Vila Velha foi listada pelo Global Cities Index 2024 da Oxford Economics entre as mil cidades mais relevantes do mundo, com destaque para o pilar ambiental. Em 2024 e 2025, a cidade venceu o Prêmio Ibero-Americano como Destino Turístico Inteligente, superando concorrentes como Foz do Iguaçu, Curitiba, Rio de Janeiro e Montevidéu. O lado mais sensível dos rankings vem do Índice de Progresso Social (IPS) 2025, em que a cidade aparece entre as 11 capitais e municípios acima de 500 mil habitantes com menor pontuação geral, puxada por indicadores de segurança e assistência social.

Vila Velha, Espírito Santo // Créditos: depositphotos.com / losak.napior

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O que fazer e onde comer em Vila Velha?

O roteiro mistura santuário no alto de penhasco, fortes coloniais, fábrica de chocolate centenária e orla com ciclovia. Os principais pontos turísticos ficam a poucos minutos uns dos outros.

  • Convento da Penha: santuário sobre penhasco de 154 m, tombado pelo IPHAN em 1943 e visitado por mais de 3 milhões de pessoas por ano, segundo o IPHAN.
  • Sítio Histórico da Prainha: berço da colonização capixaba, reúne a Igreja do Rosário, o Forte de São Francisco Xavier de Piratininga e a Casa da Memória.
  • Praia da Costa: a mais badalada da cidade, com calçadão, ciclovia, quiosques e ondas próprias para caminhar e surfar.
  • Morro do Moreno: trilha curta com mirante que abrange Vila Velha, Vitória e a baía em quase 360 graus.
  • Museu Garoto: passeio multissensorial pela história da fábrica fundada em 1929, conforme Visite Museus.
  • Farol de Santa Luzia: erguido em 1871 na barra da baía de Vitória, hoje cartão postal do Sítio Histórico.

Na mesa, o protagonismo é da cozinha capixaba: panela de barro, peixe fresco e tempero sem dendê. A lista a seguir reúne sabores que ajudam a entender o lugar.

  • Moqueca capixaba: cozida em panela de barro com selo de indicação geográfica, leva tomate, cebola, coentro, urucum e azeite de oliva.
  • Torta capixaba: feita na Semana Santa com siri, camarão, bacalhau, palmito e ovos batidos por cima.
  • Caranguejada: tradição dos quiosques da orla, servida com molho próprio e cerveja gelada.
  • Camarão no coco: receita criada na Praia da Costa e copiada estado afora.
  • Brigadeiro na panelinha de barro: encerramento clássico das refeições capixabas.

Quem deseja explorar a cidade mais antiga do Espírito Santo, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Gastronomades, que conta com mais de 18 mil visualizações, onde os apresentadores mostram um roteiro completo por Vila Velha, visitando o Convento da Penha e o charmoso bairro da Barra do Jucu:

Quando o clima ajuda quem visita a cidade canela-verde?

Quem visita Vila Velha encontra clima tropical o ano todo, com inverno seco e verão chuvoso. Cada estação tem um ritmo próprio para programar o passeio:

Verão

23°C a 32°C
O calor é forte e as chuvas também. Para aproveitar melhor e fugir das pancadas de fim de tarde, a dica é curtir as praias e a orla sempre pela manhã.
☔ Chuva Alta

Outono

21°C a 29°C
A cidade ferve com o turismo religioso! É a época da tradicional Festa da Penha e um excelente momento com chuvas na média para fazer trilhas.
⭐ Alta Temporada / Festa

Inverno

17°C a 26°C
A melhor janela climática! O clima fica mais frio e muito seco. Época muito confortável para visitar o Convento, os museus e a fábrica da Garoto.
🎒 Baixa / Seco

Primavera

19°C a 28°C
As temperaturas voltam a subir antes da alta temporada. Uma ótima fase para atividades ao ar livre, como subir o Morro do Moreno e o Sítio Histórico.
☁ Chuva Média

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade mais antiga do Espírito Santo?

O acesso mais comum é pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, em Vitória, a cerca de 12 km do centro de Vila Velha. Do terminal, táxi e carros de aplicativo levam aproximadamente 20 minutos até a Praia da Costa, e há linhas do Transcol que cruzam a Terceira Ponte.

Quem vem de carro chega pela BR-101, que contorna o município no sentido norte-sul, ou pela Rodovia do Sol (ES-060) para quem desce do litoral sul. Belo Horizonte fica a cerca de 525 km, Rio de Janeiro a 525 km e São Paulo a 905 km.

Atravesse a ponte e descubra o começo do Brasil capixaba

Vila Velha é o lugar onde o Espírito Santo nasceu, com convento sobre penhasco, igreja de 1551 ainda em atividade, 32 km de praias e dois prêmios internacionais de turismo seguidos. Poucas cidades conseguem reunir cinco séculos de história, fábrica de chocolate centenária e orla com ciclovia no mesmo passeio.

Você precisa atravessar a Terceira Ponte e conhecer Vila Velha, a cidade canela-verde que carrega o começo do estado nas costas e ainda guarda lugar para um pôr do sol no Morro do Moreno.

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