
O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro foi preso por agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), órgão federal do Departamento de Justiça dos EUA, na última sexta-feira (24) enquanto caminhava em Orlando, nos Estados Unidos.
Agentes da Enforcement and Removal Operations (ERO) também participaram da prisão do policial penal. A ERO é um membro do setor de imigração ligado ao ICE, a agência federal de segurança dos Estados Unidos que é responsável por colocar em prática as leis de imigração e alfândega que busca imigrantes ilegais, de acordo com o g1.
Quem é Luciano
Luciano era um dos procurados da Operação Anomalia. O Supremo Tribunal Federal (STF) havia expedido o mandado de prisão para o policial, que estava foragido nos EUA desde 9 de março. O nome dele já estava na Difusão Vermelha da Interpol.
O brasileiro preso em Orlando é suspeito de ter tentado ajudar o traficante internacional de drogas, Gerel Lusiano Palm. Na oportunidade, ele teria tentado atrasar o processo de extradição do holandês.
As autoridades estadunidenses querem saber se existe alguma ligação entre o policial penal e o Gerel Palm, holandês preso pela Polícia Federal (PF) brasileira e um dos procurados da Interpol por possível ligação com o comando vermelho. A justiça dos EUA ainda busca saber se Luciano estava legalmente no país.
Ele deverá passar por uma audiência de custódia na Justiça estadunidense, que irá avaliar eventuais medidas e a possível deportação para o Brasil.
Por ter cidadania portuguesa, o policial penal tem direito de entrar e permanecer no país sem que apresente um visto para isso. Entretanto, essa permanência pode chegar ao máximo a 90 dias.
Ligação ao governo do RJ
Luciano de Lima mora em Orlando, onde trabalha em uma loja de material esportivo. Mesmo morando nos EUA, ele segue ligado ao governo do RJ.
Segundo o g1, o policial penal chegou a receber dois salários, um pela Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) de R$ 2.963,99 e outro do Instituto de Assistência dos Servidores do RJ de R$ 3.234,74.
