
João da Silva Cavalcante Júnior e Sairo Gonçalves Petronílio são acusados pela morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros
Reprodução
João da Silva Cavalcante Júnior e Sairo Gonçalves Petronílio, acusados de envolvimento na morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, em maio de 2021, no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito de Rio Branco, devem ir a júri popular. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos réus.
Na última sexta-feira (24), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negou recurso das defesas e manteve a decisão. Os desembargadores entenderam que há elementos suficientes para que os dois sejam julgados. Contudo, ainda não há data definida para o julgamento.
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Segundo o TJ-AC, o processo conta com imagens e depoimentos que sustentam a acusação que pesam contra ambos. Além disso, de acordo com o Ministério Público do Acre (MP-AC), os dois são apontados como os responsáveis pelos disparos que mataram Gedeon Barros.
Conforme a investigação, João e Sairo chegaram em uma motocicleta, atiraram contra o ex-prefeito e fugiram do local para o bairro Belo Jardim, onde se concentraram as buscas da polícia, na época.
Polícia prende suspeitos pelo assassinato de ex-prefeito de Plácido de Castro
A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco recebeu denúncia contra sete suspeitos pela morte de Gedeon e tornou réus por homicídio qualificado em janeiro de 2024.
Confira abaixo os denunciados no caso e o que é atribuído a cada um deles:
Carmélio da Silva Bezerra e Liomar de Jesus Mariano – apontados como mandantes do crime. Também responderão por coação no curso do processo;
Clebson Rodrigues do Nascimento e Weverton Monteiro Oliveira – apontados como responsáveis pela contratação dos executores;
Antônio Severino de Souza – apontado como responsável por repassar informações sobre Gedeon Barros e contribuir para a emboscada;
João da Silva Cavalcante Junior e Sairo Gonçalvez Petronilio – O 1º é apontado como condutor da motocicleta utilizada no crime, e o segundo como autor dos disparos. Também responderão por homicídio por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o processo, uma colaboração premiada foi fundamental para identificar os envolvidos e detalhar o planejamento do crime.
O delator afirmou que os mandantes seriam um agiota de Plácido de Castro e um boliviano, por causa de uma dívida de cerca de R$ 130 mil que a vítima teria com eles.
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Ainda conforme o relato, os suspeitos teriam se reunido em mais de uma ocasião para planejar o assassinato.
A ideia inicial, segundo a investigação, era fazer o crime parecer um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, para dificultar o trabalho da polícia e esconder a motivação.
As investigações também apontam que, após o crime, os envolvidos tentaram despistar a polícia e evitar que os mandantes fossem identificados.
Prefeito Gedeon Barros foi morto em 20 de maio de 2021
Arquivo pessoal
Réus e investigação
Carmélio da Silva Bezerra e Liomar de Jesus Mariano foram presos no dia 20 de dezembro de 2023, durante operação da Polícia Civil em três cidades. Um terceiro acusado já estava preso por outro crime e teve um novo mandado cumprido.
Em fevereiro de 2024, um acreano de 38 anos, suspeito de participação no assassinato, foi preso em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante a Operação Crime Cracker.
em março daquele ano, a Câmara Criminal de Rio Branco voltou a negar um pedido de liberdade para Carmélio Bezerra. Já no início de agosto, o idoso foi solto e autorizado a ir para Plácido de Castro.
Gedeon Barros foi morto dentro do carro em Rio Branco
Eldérico Silva/Rede Amazônica Acre
Ainda em agosto, o ex-secretário de Esportes de Plácido de Castro, Liomar Jesus Mariano, mais conhecido como Mazinho Mariano, teve um pedido de liberdade concedido pela Justiça e deixou a prisão após oito meses.
Já em outubro de 2024, após audiência de instrução, a Justiça revogou a prisão de Weverton Monteiro de Oliveira e retirou a tornozeleira eletrônica de Liomar Mariano. Na decisão, o juiz considerou o tempo de prisão provisória e o fato de o processo ainda não ter sido concluído.
VÍDEOS: g1
