Preço do gás de cozinha sobe em MG, e botijão chega a R$ 125 na capital


Botijões de 13 quilos de gás de cozinha em revendedora (imagem ilustrativa)
Foto: Ugor Feio/g1
O preço do gás de cozinha aumentou em Minas Gerais no último mês, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O reajuste médio foi de 3,3% no estado em abril.
Em Belo Horizonte, o aumento chegou a 4%, com o botijão custando cerca de R$ 112. Em alguns bairros, o valor já chega a R$ 125, incluindo a entrega.
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O Sindicato dos Revendedores de Gás explica que o aumento é resultado de diferentes fatores. Entre eles, está um leilão da Petrobras, que vendeu o gás para as distribuidoras por um valor acima do preço de importação.
Outros fatores citados são a guerra no Oriente Médio, que afeta o mercado internacional de petróleo, e o aumento dos custos das revendas.
Jeferson Cardoso dos Reis, diretor de marketing e planejamento do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sirtgás) e da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (AGLP), afirma que o setor enfrenta dificuldades.
“Tem algumas revendas que estão até fechando as portas, porque estão com muita dificuldade com o aumento de custo e baixa de margem. A matemática não fecha, fica bem complicado dessa forma”, diz.
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Custo do gás obriga cortes em outras despesas da casa
Carmem Pereira dos Santos, moradora de Belo Horizonte, utiliza auxílio do governo federal para trocar o botijão a cada três meses. Em entrevista à TV Globo, ela afirma que o gás costuma acabar antes desse prazo, o que a obriga a comprar um novo botijão pelo preço integral.
“Já estou preocupada, porque pago R$ 125 e o preço pode aumentar. Então fico pensando no próximo pedido, sem saber quanto vou gastar. Não tem como se planejar nem fazer reserva”, afirma.
Para muitas famílias, a alternativa tem sido economizar para garantir o uso do gás até a próxima recarga.
“O gás é essencial, não tem como ficar sem. Então a gente acaba abrindo mão de outras coisas para guardar dinheiro e conseguir comprar”, relata Carmem.
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