
Kombi de 1973 vira casa de casal que já percorreu 23 Estados e chega ao Amapá
Durante uma viagem pela Europa, o casal Edna Santana e Pedro Robalinho decidiu mudar de vida. Ao ver muitos motorhomes em Portugal, pensaram: “por que não adaptar um no Brasil?”. Assim nasceu a Dona Belezinha, uma Kombi de 1973 que virou a casa deles.
O casal já percorreu 23 estados do Brasil e agora chegou ao Amapá. A viagem faz parte do roteiro pelo Norte, que deve terminar em Roraima. A ideia é conhecer novas culturas e viver novas experiências, mantendo uma rotina considerada “normal”.
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O que mais chamou a atenção do casal foi a área preservada do Amapá. O Estado oferece contato direto com a Amazônia. Atualmente os dois estão ‘estacionados’ na Fazendinha, na Zona Sul de Macapá.
“É muito verde, o Amapá é muito preservado. Você entra no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e vê aquelas árvores gigantes. Eu nunca tinha visto. O sentimento é de gratidão”, disse Edna.
Edna Santana e Pedro Robalinho, casal viajante
Rede Amazônica
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O casal morava no Ceará quando comprou a Kombi pela internet, em dezembro de 2018. Foram cerca de cinco anos até que o veículo estivesse pronto para viajar.
O processo incluiu várias adaptações, da parte mecânica à mobília. Hoje, a Kombi tem água filtrada, pia, chuveiro, geladeira com freezer, fogão, cama e até sistema de segurança.
“Compramos na sucata, não tinha nem o chão. Ficamos três anos arrumando a lataria e começamos a viajar sem ter uma casa por dentro. Fomos construindo tudo durante as viagens […] Esse estilo de vida é diferente: em vez de trabalhar e voltar para o mesmo lugar, trabalhamos ‘andando’”, contou Pedro.
A escolha pela Kombi tem valor afetivo, já que o veículo tem 50 anos e já rodou 37 mil quilômetros. Mas também foi pelo custo-benefício, já que um motorhome tradicional é muito caro.
A Kombi carrega a personalidade do casal. As cores vivas refletem a alegria da estrada e são marca registrada da Dona Belezinha.
Dona Belezinha, kombi de 1973
Rede Amazônica
Edna lembra que antes da estrada o casal tinha uma vida comum, com apartamento, faculdade, academia, escritório, amigos e jantares. Hoje, tudo isso continua, mas adaptado.
Eles trabalham em regime CLT, das 9h às 18h. Edna é profissional de marketing e Pedro, fotógrafo. A Kombi também virou fonte de renda: nas redes sociais, o casal compartilha a rotina de viagens e tem contratos com empresas privadas.
“Nesses cinco anos eu aprendi de tudo. Foi muito trabalho para chegarmos até aqui […] Nosso objetivo é mostrar que tudo é um processo. Lá atrás estávamos de um jeito, mas foi preciso trabalho, planejamento, renúncias e parceria. Tudo isso é crescimento”, disse Edna.
Depois de concluir a viagem pelo Norte, o casal pretende cruzar a fronteira e conhecer outros países.
Dona Belezinha, kombi de 1973
Rede Amazônica
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