Trem descarrila na Linha 9-Esmeralda e reduz circulação em SP

Trem na Linha 9 lotado após descarrilhamentoReprodução/X

Quem precisa se deslocar pela Linha 9-Esmeralda, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (27) encontrou trânsito lento e meios de transporte lotados após o descarrilhamento de um trem. A circulação ficou reduzida por horas, o que levou parte dos usuários a migrarem para ônibus e carros, lotando avenidas da região. 

O problema começou na noite de domingo (26), quando um trem operado pela ViaMobilidade descarrilou perto da estação Berrini. A operação seguiu limitada até o início desta manhã, com reflexo direto no deslocamento de quem depende da linha.

A circulação ficou restrita a uma única via entre as estações Granja Julieta e Pinheiros. Isso aumentou o intervalo entre trens e provocou lentidão logo no começo desta manhã, horário de pico.

Com menos composições disponíveis, passageiros se concentraram nas plataformas e, em muitos casos, deixaram o sistema ferroviário para buscar alternativas. O resultado apareceu fora dos trilhos: segundo o g1,  mais ônibus cheios e aumento no fluxo de carros em corredores importantes da zona sul.

Para conter o impacto, segundo o g1, a concessionária acionou o sistema Paese, com 40 ônibus a mais para o trajeto afetado. Mesmo assim, o volume de passageiros superou a capacidade inicial de resposta e manteve o deslocamento mais lento.

A normalização começou por volta das 6h35, quando os trens voltaram a circular em via dupla. Antes disso, a remoção do vagão descarrilado só teve início às 6h.

Não houve feridos. O desembarque foi feito com apoio de equipes de segurança ainda na noite de domingo.

Problema recorrente

O episódio se soma a outros registros recentes na mesma linha. Desde que a concessionária assumiu a operação, já foram quatro descarrilamentos, conforme histórico do g1.

Em toda a malha sob gestão da empresa, incluindo a Linha 8-Diamante, há pelo menos dez ocorrências nos últimos anos.

As causas do novo descarrilamento ainda estão em apuração.

O iG procurou a ViaMobilidade para comentar sobre o assunto e aguarda retorno. 

*Matéria em atualização

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