
Castanheiro desaparecido foi localizado após 23 dias
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Após 23 dias de buscas, terminou a angústia de familiares e amigos do castanheiro Jhemenson Rodrigues Gonçalves. Ele havia desaparecido no dia 4, depois de entrar na Floresta Estadual do Paru, na divisa entre Amapá e Pará.
O trabalhador foi encontrado neste domingo (26), por volta das 14h. As forças de segurança haviam encerrado as buscas na quarta-feira (21), após 19 dias de trabalho. A suspensão das buscas seguiu os protocolos oficiais.
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A família mobilizou a comunidade pelas redes sociais e manteve as buscas por conta própria.
Moradores informaram que Jhemenson e os voluntários passaram a noite em um acampamento na floresta. Eles devem retornar a Laranjal do Jari nesta segunda-feira (27).
Ainda não há informações sobre o estado de saúde do castanheiro. Equipes de assistência da cidade devem prestar atendimento emergencial.
A coleta de castanha é uma das principais atividades econômicas em Laranjal do Jari e áreas próximas do Pará. Os trabalhadores entram na floresta para recolher os ouriços que caem das árvores.
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Equipes do Pará e Amapá participaram das buscas
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Desafios das buscas
As equipes enfrentaram vários desafios. O principal é a imensidão da floresta, que dificultou o trabalho e o deslocamento. As primeiras buscas ocorreram perto do ponto onde ele teria desaparecido. Sem resultados, o raio foi ampliado para cerca de 4 quilômetros a partir do acampamento.
Castanheiro desaparecido: entenda os desafios das buscas na floresta entre Amapá e Pará
Na quarta-feira (15), as buscas passaram para outra área da floresta. A suspeita era que Jhemenson teria atravessado um rio próximo.
A região tem acesso difícil e vegetação densa, com capins cortantes e mata fechada, o que dificulta as buscas.
Moradores explicam que a forma mais fácil de chegar à área é por meio dos “batelões”, barcos usados para transportar castanha. O abafamento da floresta aumenta o cansaço das equipes e dificulta a respiração.
Segundo um dos responsáveis pelas buscas, os grupos chegaram a caminhar até dois dias dentro da mata, mas sem sucesso.
Para se comunicar na floresta, os profissionais usam disparos de pistola e gritos específicos. Na terça-feira (14), moradores relataram ter ouvido tiros e acreditaram que poderia ser o trabalhador tentando sinalizar, mas ele não foi localizado.
Outros casos de castanheiros perdidos já foram registrados, mas nenhum durou tanto tempo.
Jhemenson Rodrigues Gonçalves, de 33 anos
Arquivo pessoal/Reprodução
Equipes atuam nas buscas na floresta
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Homem desaparece na floresta do Paru entre o Amapá e o Pará
Floresta fica na divisa entre o PA e o AP
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Equipes atuam nas buscas
José Jussian da Silva/Divulgação
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