
O suspeito de realizar disparos durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), que contava com a presença do presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, no último sábado (25), deve comparecer a um tribunal federal em Washington.
Acusações na justiça
Cole Allen, um professor de 31 anos residente na Califórnia, deverá ser acusado de uso de arma de fogo e agressão a um agente federal.
Segundo as autoridades, o suspeito tinha como alvo Trump e funcionários de sua alta cúpula. Em entrevista à Fox News nesta segunda-feira, o diretor do FBI, Kash Patel, disse que as investigações até o momento reuniam alguns e-mails, publicações nas redes sociais, além de ter escutado testemunhas e pessoas próximas do atirador.
A ideia dos investigadores é ter um “panorama completo da mentalidade e das intenções” de Cole Allen
Ainda no último domingo, o jornal The New York Post divulgou trechos de um possível manifesto do suspeito, onde ele identificava como alvos membros da gestão Trump. A investigação está analisando o material para poder identificar o que motivou o homem a cometer o ato.
O atirador se defende dizendo que é um cidadão que não está disposto a permitir que um “pedófilo, estuprador e traidor” o represente (uma possível referência ao presidente dos EUA).
O homem ainda teria substituído balas sólidas por chumbo, com o objetivo de que os disparos não atingissem pessoas que não fossem seus alvos.
Em entrevista ainda no mesmo dia do ocorrido, Donald Trump alegou que a motivação do ataque foi o “ódio anticristão” do atirador, isso porque, em um trecho do manifesto encontrado, Cole Allen disse que: “oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”.
