Mulher é acusada de usar criança para vender conteúdo no OnlyFans

Elizabeth CreekmoreReprodução/Cadeia do Condado de Boone

Uma mulher de 41 anos, Elizabeth Creekmore, foi acusada de usar uma criança de 5 anos para produzir e vender conteúdo sexual no OnlyFans nos Estados Unidos. O caso resultou em mandado de prisão neste mês de abril. Se condenada, a suspeita pode cumprir até 72 anos de prisão.

A investigação começou em novembro do ano passado, após denúncia feita a um órgão estadual de proteção à criança no estado de Indiana, no Meio-Oeste americano. Segundo a polícia, a mulher administrava uma conta paga e incluía a criança em materiais voltados a atrair assinantes adultos.

Dinâmica do crime

Os investigadores afirmam que mensagens trocadas com clientes mostram pedidos diretos envolvendo a presença da criança. Em resposta, a suspeita indicava que poderia atender às solicitações e direcionava interessados para outra rede social, onde negociava valores e detalhes.

Durante a apuração, segundo a Fox 59, a polícia diz ter encontrado arquivos com registros da mulher ao lado da criança e imagens da vítima sem roupa. Dados dos próprios arquivos indicam que a menina tinha entre 5 e 6 anos quando o material foi produzido.

A polícia esteve na casa da suspeita em março para tentar ouvi-la. Ela pediu um advogado e não respondeu às perguntas. O marido afirmou não ter relação com a conta investigada.

A acusação formal foi apresentada em 22 de abril em um tribunal local do Condado de Hamilton, região metropolitana de Indianápolis. A mulher responde por quatro acusações de exploração infantil e quatro por posse de material ilegal.

Até a última atualização, ela ainda não havia sido presa, mas deverá pagar fiança equivalente a cerca de R$ 500 mil ao se apresentar. O caso segue em andamento.

Denúncia

O processo teve origem em uma denúncia externa, algo comum em investigações desse tipo. Autoridades locais afirmam que a maior parte dos casos envolve pessoas próximas à criança, com acesso direto ao ambiente doméstico onde ela vive.

Registros judiciais mostram que a suspeita já havia sido detida em 2024 por agressão leve, mas o caso foi arquivado meses depois.

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