
A Caixa atua como um dos principais parceiros do Governo Federal
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um funcionário da Caixa Econômica Federal é acusado de desviar mais de R$ 17 mil da agência do Pacoval, localizada na Zona Norte de Macapá. O dinheiro foi usado em sites de apostas, em dezembro de 2024.
Segundo a Caixa, os valores foram transferidos via PIX para a conta da mãe do funcionário Patrick Barbosa Mira, entre os dias 18 e 30 de dezembro. A movimentação foi descoberta durante conferência diária feita por outro servidor.
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O caso é investigado por uma comissão interna e tramita na 6ª Vara da Justiça Federal do Amapá. A Caixa cobra o ressarcimento de mais de R$ 19 mil, já com correções financeiras.
Patrick foi demitido por justa causa. Em depoimento, confessou os desvios e disse ser viciado em jogos de apostas há anos.
A demissão foi decidida por unanimidade pelo Conselho Disciplinar da Caixa e confirmada em recurso, em setembro de 2025.
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O g1 tenta contato com a defesa de Patrick, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O processo aponta que os desvios foram descobertos enquanto Patrick estava afastado por questões de saúde, em janeiro de 2025. Ao retornar, disse que agiu sem pensar e que busca tratamento para voltar ao trabalho.
Ele afirmou que começou a usar o dinheiro da Caixa recentemente, em situação de “desespero”.
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Como funcionava o esquema
Patrick disse que ao fechar o caixa informava valores fictícios. O dinheiro era transferido para a conta da mãe, depois para a dele, e então usado em apostas. Segundo o funcionário, a mãe sabia das transações.
Segundo o processo, nos depoimentos, Patrick afirmou viver um desespero financeiro e disse estar em tratamento psicológico e psiquiátrico. Ele declarou ter interesse em devolver o dinheiro.
A Caixa pede o ressarcimento integral do valor, com juros e correção. Também solicita bloqueio de bens, multa civil, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos e segredo de justiça, por envolver dados bancários de terceiros.
O processo foi aberto em 25 de março de 2026 e aguarda análise da Justiça. Em nota, a Caixa informou que colabora com as investigações e fornece os documentos solicitados.
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