
Estilhaços em para-brisa de carro após homem atropelar a ex-mulher
Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil indiciou por tentativa de homicídio qualificado e tentativa de feminicídio o homem que jogou o próprio filho, um bebê de 11 meses, pela janela do carro e atropelou a ex-mulher em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O suspeito teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. A conclusão do inquérito foi divulgada na manhã desta terça-feira (5).
O homem que jogou o próprio filho, um bebê à época com 11 meses, pela janela do carro e em seguida atropelou a ex-esposa em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi condenado a uma pena de 33 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O caso aconteceu durante uma discussão entre o homem e a mulher, mãe da criança, na noite de 22 de fevereiro de 2024. O Ministério Público o denunciou por tentativa de homicídio e tentativa de feminicídio.
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Ele não teve o nome divulgado, pois o caso tramitava em segredo de Justiça. A prisão preventiva foi mantida.
A criança teve alta hospitalar no dia seguinte ao crime. A mãe do bebê teve um quadro mais grave e precisou ficar internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ela deixou a instituição de saúde no mês seguinte.
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Separação e histórico de violência doméstica
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O delegado Lucas Britto, que conduziu a investigação, afirmou à época que o então réu e a mulher tiveram um relacionamento de nove anos e estariam separados desde o início de 2023. Eles têm três filhos juntos.
De acordo com a Polícia Civil, o homem já tinha histórico de violência doméstica contra a ex-companheira. Foram pelo menos três registros.
“Ele não parou de ameaçar ela. Disse que se ela arrumasse um novo companheiro ia matar ela e o novo companheiro”, pontuou o delegado na época do crime.
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