Blogueiro de Codó é alvo de operação da Polícia Civil por calúnia e extorsão contra deputado estadual no MA


Blogueiro de Codó é alvo de operação da Polícia Civil por calúnia e extorsão contra deputado estadual no MA
Divulgação/Redes sociais
O blogueiro Marco Silva foi alvo de um mandado de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão, em Codó, a 290 km de São Luís. Ele é investigado por calúnia e extorsão contra um deputado estadual. Durante a ação policial, a mulher dele, Elina Tassia, foi presa em flagrante pelo crime de desacato.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marco Silva afirmou que está sendo vítima de uma decisão absurda da Justiça, simplesmente por exercer o seu trabalho de jornalista (veja, no final da matéria, a íntegra do que disse o investigado).
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A operação foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (DCCT/SEIC) e teve como objetivo coletar provas e apreender uma arma de fogo registrada em nome do suspeito.
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Crime de extorsão
Segundo as investigações, o blogueiro usava um site e perfis em redes sociais para publicar conteúdos caluniosos e difamatórios contra o parlamentar. As postagens incluíam acusações falsas de crimes, apelidos ofensivos, além de linguagem depreciativa.
De acordo com o DCCT, há indícios de que as publicações eram feitas com o objetivo de extorquir o deputado. Pois, após o parlamentar negar pedidos de emprego e vantagens financeiras, o blogueiro teria intensificado os ataques como forma de pressão, exigindo benefícios sob ameaça de continuar as postagens.
Durante a investigação, a polícia identificou diversas publicações direcionadas ao parlamentar tanto no blog quanto nas redes sociais do investigado.
Uso de arma de fogo para intimidar a vítima
Blogueiro de Codó é alvo de operação da Polícia Civil por calúnia e extorsão contra deputado estadual no MA
Divulgação/Polícia Civil do Maranhão
As investigações também apontaram que o blogueiro possui registro ativo de uma arma de fogo, uma pistola calibre 9 mm. Segundo a polícia, a arma teria sido usada como forma de intimidação. Há relatos de comportamentos ameaçadores do investigado em frente à casa da vítima.
As investigações apontaram, ainda, que outras pessoas registraram boletins de ocorrência contra o blogueiro. Ele é citado como suspeito de crimes contra a honra e ameaças, incluindo ameaça de morte por aplicativo de mensagens.
Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, a arma de fogo, carregadores e munições. O investigado foi informado das medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas a proibição de se aproximar da vítima.
O registro da arma foi suspenso, com comunicação à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão. Todo o material apreendido será analisado para dar continuidade ao inquérito.
Durante a operação, a mulher do investigado foi presa em flagrante pelo crime de desacato contra os policiais.
O que diz o investigado
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Reprodução/Redes sociais
Em um vídeo publicado em uma rede social, Marco Silva chamou a operação de uma decisão “absurda da Justiça do Maranhão” e negou irregularidades. O blogueiro disse que apenas exerce a profissão de jornalista e criticou a apreensão de seus equipamentos, da arma legalizada e a prisão da esposa por desacato.
Leia, abaixo, a manifestação do investigado na íntegra:
“Uma das decisões mais absurdas da Justiça do Maranhão foi um mandado de busca e apreensão na minha residência, inclusive levando minha esposa presa. Levaram meu celular, levaram meu computador, levaram a minha pistola, que eu tenho porte de arma. Um absurdo, motivado por uma investigação da Seic. A Seic investigou o jornalista Marcos Silva após uma denúncia do deputado Francisco Nagib, que mora aqui em frente à minha residência.
O deputado, com todo o seu poder, com todo o seu dinheiro, com toda a sua amizade, resultou nisso aqui: um mandado de busca e apreensão na casa de um jornalista, jornalista formado que apenas faz o seu trabalho. Eu apenas faço o meu trabalho.
Eu não sou bandido, e aqui é a investigação da Seic, da Polícia Civil. A mesma polícia que, por diversas vezes, eu denunciei pessoas que estavam me difamando, me caluniando, me ameaçando, e nada deu. A investigação não foi pra frente, mas isso aqui de deputado vai.
Isso aqui é a coisa mais absurda que tem contra a imprensa, um absurdo, e ainda mais levar minha esposa presa.”
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