Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia é inaugurado em Belém


Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia é inaugurado em Belém
O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia foi inaugurado nesta terça-feira (7), em Belém. O espaço fica localizado nos Armazéns 5 e 6 e integra uma das obras do Complexo Porto Futuro II para a COP 30.
Com 6 mil m², o Parque integra ciência, tecnologia e saberes tradicionais com o objetivo de transformar a biodiversidade amazônica em negócios sustentáveis.
O local foi construído em dois armazéns: um dos espaços abriga o parque industrial e o outro é um ambiente de negócios com espaços de coworking e incubação de startups de bioeconomia.
Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, o parque é um importante passo para a criação do Vale Bioamazônico de Tecnologia, inspirado no modelo do Vale do Silício, mas com foco na floresta e na biodiversidade em vez da tecnologia digital.
“O parque de bioeconomia servirá para promover atividades econômicas baseadas na riqueza da biodiversidade amazônica”, explicou o governador.
Segundo o governo do estado, o espaço é o maior polo de bioeconomia da América Latina e o único parque tecnológico do mundo voltado à bioeconomia florestal. A iniciativa é um dos pilares do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio).
Empresas
O complexo vai abrigar centros de inovação, laboratórios, coworkings, incubadoras e o Centro de Sociobioeconomia.
Juliana Monteiro, dona da empresa Jucarepa.
Marcus Passos/g1 Pará
Juliana Monteiro, empreendedora da empresa Jucarepa, explica que atua na sociobioeconomia amazônica, com foco na semente de cumaru (também conhecida como “baunilha da Amazônia”).
De acordo com Juliana, o produto com o qual trabalha, o cumaru, serve como ingrediente e derivado para a indústria alimentícia e o consumidor final, como extrato, pó e geleia.
O espaço
O parque é um modelo de negócio colaborativo e compartilhado, que permite o acesso de empresas à infraestrutura e equipamentos industriais.
Segundo Vitor Melquiades, líder de engenharia do local, a inauguração do parque representa uma possibilidade de desenvolver produtos desde a pesquisa inicial até a colocação no mercado, incluindo embalagem, capital e acesso comercial.
Complexo Porto Futuro II abriga parque voltado à bioeconomia amazônica.
Marcus Passos/g1 Pará
O foco dos trabalhos no espaço é nas cadeias vegetais, sem processamento de produtos de origem animal. Isso envolve frutas, tubérculos, folhas e sementes, com possibilidade de processamento individual ou combinado.
O investimento total é de R$ 300 milhões, em parceria com a Vale, dentro do programa Estrutura Pará, e com patrocínio da Natura, Ambipar e Fundo Vale.
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