Justiça afasta delegado da Polícia Civil preso em investigação sobre morte de casal


Delegado de Rorainópolis é preso suspeito de interferir em caso de casal carbonizado
A Justiça determinou o afastamento do delegado da Polícia Civil Rick da Silva e Silva por 180 dias. Ele está preso desde o dia 14 de abril quando foi alvo de operação que apura o assassinato do casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e da esposa dele, Rossana de Lima e Silva, de 49.
O afastamento dele da função, no entanto, é relacionado a um suposto esquema de corrupção institucionalizada em Rorainópolis, onde Rick trabalhava.
A decisão cita que ele é suspeito de operar um “balcão de negócios” em parceria com uma advogada. Além do afastamento, a Justiça determinou a apreensão de armas e distintivos, o bloqueio de acessos a sistemas policiais e proibiu contato com testemunhas.
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Operação Conluio
Durante a Operação Conluio também foram cumpridos outros oito mandados tanto em Rorainópolis, como em Boa Vista. No cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do delegado, a polícia apreendeu um celular, um notebook e uma pistola institucionais da Polícia Civil, além de um carregador com 17 munições calibre 9mm intactas.
A prisão de Rick Silva e Silva foi acompanhada pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil (Corregepol). O órgão informou que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do delegado. A polícia não divulgou detalhes sobre como ele ou outros suspeitos participaram do crime.
O envolvimento de servidores públicos e de outras pessoas na morte do casal de empresários é o principal alvo da Operação Conluio.
A ação foi deflagrada pela DGH, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Roraima, com apoio do Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) de Roraima.
Ao todo, desde o início das apurações do duplo homicídio, a Justiça já expediu 25 mandados de busca e apreensão sobre o caso.
Delegado Rick Silva e Silva, titular de delegacia de Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi preso nesta terça (14).
Reprodução/Redes sociais
Morte de casal
A investigação sobre a morte do casal começou após o desaparecimento, em dezembro de 2025. No dia seguinte, os corpos foram encontrados em uma caminhonete totalmente queimada na vicinal 31.
Na época, familiares informaram à polícia que o casal saiu para resolver um assunto rápido, deixou os filhos em casa e não voltou mais. As primeiras ações foram feitas pela Delegacia de Rorainópolis.
Devido à gravidade e à complexidade do caso, a partir de 24 de dezembro de 2025, a investigação passou a ser conduzida, pela DGH, responsável pela ação desta terça-feira.
Operação anterior
Em janeiro de 2026, a PC informou que fazia diligências para identificar responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. Em março, uma operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um advogado e outras seis pessoas por suspeita de envolvimento na morte do casal.
Um trecho da ordem judicial do juíz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho, da Vara Criminal de Rorainópolis, que determinou a operação de março, citava que as as vítimas e os alvos da PC possuíam “relações conflituosas”. Segundo a investigação, o casal operava um esquema de agiotagem.
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