
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quinta-feira (30) o chanceler alemão Friedrich Merz e aumentou a tensão entre os dois países. Ele cobrou que o líder europeu foque na guerra entre Rússia e Ucrânia e deixe de interferir nas negociações com o Irã.
A crítica ocorre enquanto o governo americano analisa reduzir o número de soldados na Alemanha. Hoje, são mais de 36 mil militares no país. A possível decisão altera a presença dos Estados Unidos na Europa e pressiona a relação com Berlim.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que Merz deveria “dedicar mais tempo a acabar com a guerra com a Rússia/Ucrânia” e menos tempo a interferir nos esforços contra a ameaça nuclear iraniana.
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O embate começou dias antes. Merz afirmou que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã nas negociações. Trump reagiu dizendo que o chanceler “não sabia do que estava falando” e sugeriu que ele estaria confortável com um Irã com armas nucleares.
A discussão ocorre em meio à revisão da presença militar americana no continente europeu. Trump afirmou que uma decisão sobre o número de tropas será tomada em breve.
Base na Alemanha concentra maior presença militar dos EUA
A Alemanha abriga a maior concentração de tropas dos Estados Unidos na Europa. De acordo com a BBC, ão mais de 36 mil militares distribuídos em bases estratégicas, como a base aérea de Ramstein.
A retirada parcial já foi proposta em 2020. Na época, o governo Trump tentou deslocar cerca de 12 mil soldados para outros países ou de volta aos Estados Unidos. A medida foi barrada pelo Congresso americano e depois revertida.
Agora, o tema volta com força em meio ao desgaste político. Trump tem pressionado aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e criticado o nível de apoio europeu em conflitos recentes, incluindo a guerra envolvendo o Irã.
Merz evitou responder diretamente às novas críticas. Em visita a tropas alemãs, destacou a importância da OTAN e da cooperação entre Europa e Estados Unidos.
A Alemanha aumentou os gastos militares nos últimos anos. A previsão é que o país invista 105,8 bilhões de euros em defesa até 2027, com despesas acima de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da meta de 2% estabelecida pela OTAN.
