Sem acordo, Irã ameaça EUA com “ataques longos e dolorosos”

Irã condicionou cessar-fogo ao fim dos ataques e prometeu liberar passagem no Estreito de Ormuz por duas semanasReprodução/@araghchi

O Irã ameaçou os Estados Unidos, nesta quinta-feira (30), com ataques longos e dolorosos” caso Washington retome qualquer ofensiva ao país, mesmo que limitada. A declaração, segundo a mídia estatal é do comandante da Força Aeroespacial do Irã, Majid Mousavi.

Após 2 meses do início da guerra que começou com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os Estreito de Ormuz continua fechado, bloqueando 20% dos suprimentos mundiais de petróleo e gás.

Isso fez com que os preços globais da energia subissem e aumentou as preocupações sobre os riscos de uma desaceleração econômica.

Neste momento, há um impasse para a solução do conflito, com um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. Apesar disso, o canal continua fechado, em resposta a um bloqueio naval dos Estados Unidos às exportações de petróleo do Irã.

Ainda nesta quinta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber informações sobre os planos para uma série de novos ataques militares contra o Irã, na esperança de tornar o país mais flexível em questões nucleares nas negociações, informou o site de notícias Axios.

Essa expectativa novamente influenciou no preço do petróleo, com o contrato de referência do Brent atingindo mais de US$126 por barril em um determinado momento, seu nível mais alto desde março de 2022, após a invasão da Rússia na Ucrânia. Posteriormente, caiu para US$113 o barril.

Ameaças

Teerã alertou sobre uma “ação militar sem precedentes” contra o bloqueio contínuo dos Estados Unidos a navios ligados ao Irã.

O aviso, juntamente com a possibilidade de novos ataques militares dos EUA, sinalizou mais interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio devido a um conflito que já matou milhares de pessoas.

Outro plano a ser compartilhado com Trump envolve assumir o controle de parte do Estreito de Ormuz para reabri-lo à navegação comercial, acrescentou o Axios, dizendo que tal operação pode envolver forças terrestres.

 

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