
Mulher que sumiu durante uma semana foi morta e transportada pela rua dentro de cama
Katia Regina dos Santos, a aposentada que foi morta e transportada dentro de uma cama box em Guarujá, no litoral de São Paulo, será sepultada mais de um mês após a morte. De acordo com a família, o corpo demorou para ser liberado porque foi encontrado em estado avançado de decomposição e precisou passar por diversos exames.
A mulher foi dada como desaparecida após sair de casa no dia 29 de março. O corpo dela foi encontrado oito dias depois em uma área de mata do Porto de Santos. Marcel Roberto Santos, de 38 anos, e Josualdo Jesuíno da Silva, de 41, foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Um deles confessou ter ocultado o cadáver após o namorado matar Katia porque ficou com ciúme.
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Imagens de câmeras de monitoramento, obtidas pela polícia, mostram um homem carregando a cama em um carrinho de mão pelas ruas do distrito de Vicente de Carvalho (assista no topo da reportagem) no dia 30 de março. De acordo com a Polícia Civil, o trajeto tinha aproximadamente um quilômetro.
Suspeito transportou o corpo da vítima por aproximadamente um quilômetro em Guarujá
Polícia Civil
Despedida
Katia deixou quatro filhos e sete netos. O sepultamento dela será neste sábado (2), às 14h30, no Cemitério da Consolação, em Vicente de Carvalho.
“Depois de tantos dias de angústia e espera, finalmente podemos nos despedir da nossa mãe”, afirmou a filha caçula, Thayna Regina Santos Pereira.
De acordo com ela, a mãe deixou um legado de amor e força para família e seguirá viva dentro do coração de cada familiar.
“Fica uma dor impossível de explicar, um vazio enorme no peito e uma saudade que vai nos acompanhar para sempre. Mas junto com toda tristeza, fica também a gratidão por tudo que ela foi em nossas vidas: uma mulher forte, de coração bom, que mesmo diante das dificuldades nunca deixou de cuidar, ensinar e amar do jeito dela”, disse Thayna.
A tapaceira Thamirys Regina Santos Pereira, de 37 anos, também é filha de Katia e disse que ainda enfrenta o luto com dor, mas encontra conforto e força nas lembranças deixadas pela mãe.
“Sempre nos incentivou a nunca desistir dos nossos sonhos, sempre foi muito carinhosa, atenciosa com seus filhos e quando virou avó, não passava um dia sequer sem ver ou mandar mensagens, sempre com muito amor, desejando que nos fôssemos felizes em nossas vidas”, afirmou.
Katia Regina dos Santos foi morta e transportada pela rua dentro de cama em Guarujá
Arquivo pessoal e Reprodução
Entenda o caso
A família de Katia registrou o desaparecimento dela após a aposentada sair de casa no dia 29 de março e não retornar. O corpo, porém, foi encontrado oito dias depois em uma área de mata do Porto de Santos.
O cadáver estava em estado avançado de decomposição e, por isso, não foi possível averiguar se havia sinais de violência. Os policiais reconheceram que poderia ser Katia por conta das roupas que a mulher vestia quando desapareceu.
Em nota, a Autoridade Portuária de Santos informou que o corpo foi encontrado por empregados de uma empresa terceirizada por um terminal, que faziam serviços de manutenção na área de mata. O caso foi comunicado à Guarda Portuária, que acionou a Polícia Civil para as providências necessárias.
Corpo de Katia Regina dos Santos foi transportado dentro de cama box em Guarujá
Reprodução
Suspeitos
A 3ª Delegacia de Homicídios do Deinter 6 iniciou as investigações, refazendo o trajeto da vítima. Segundo a corporação, Katia entrou em uma casa e não saiu viva. Ela foi retirada do imóvel dentro de uma cama box, transportada por um carrinho de mão.
Os dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos nesta quinta-feira (23), na casa onde a mulher entrou pela última vez. No imóvel, os policiais encontraram a bicicleta da vítima.
Ainda de acordo com a corporação, Marcel e Josualdo foram presos após representação da autoridade policial. As investigações prosseguem para conclusão de todos os exames periciais.
Bicicleta de Katia Regina dos Santos foi encontrada pela Polícia Civil
Polícia Civil
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