
Comissão do Congresso aprova MP que substitui alta original do IOF e aumenta tributos
O dólar começou o dia em leve alta nesta quarta-feira (8), avançando 0,07% por volta das 9h05, sendo cotado a R$ 5,3542. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Investidores acompanham movimentações importantes no cenário político e econômico, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Enquanto decisões internas geram dúvidas sobre o compromisso fiscal do governo, lá fora, a atenção se volta para os sinais do banco central americano (Federal Reserve) em meio à paralisação de dados oficiais.
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▶️ No Brasil, a votação da Medida Provisória 1.303 é o foco do dia. A proposta surgiu como alternativa ao aumento do IOF, mas sofreu alterações que, segundo parte do mercado, indicam possível afastamento do governo da meta fiscal.
▶️ A percepção sobre o governo também ganhou destaque com a nova pesquisa Genial/Quaest. A aprovação do presidente Lula subiu para 48%, contra 49% de desaprovação — o melhor resultado desde janeiro.
▶️ Nos EUA, investidores aguardam a ata da última reunião do Fed, que voltou a cortar os juros. Com a paralisação do governo, outros dados econômicos não foram divulgados, aumentando o peso da ata nas análises.
▶️ Após a publicação da ata, dois dirigentes do Fed devem se pronunciar: Neel Kashkari às 16h15 e Michael Barr às 18h45. Os discursos podem trazer novas pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,28%;
Acumulado do mês: +0,53%;
Acumulado do ano: -13,42%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,95%;
Acumulado do mês: -3,31%;
Acumulado do ano: +17,55%.
Aprovação de Lula sobe
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a empatar, dentro da margem de erro, com a desaprovação: 49% dos brasileiros desaprovam a gestão petista, enquanto 48%, aprovam.
Esta é a primeira vez, desde janeiro, que há empate entre os dois indicadores.
No início do ano, 49% desaprovavam Lula, já a aprovação era de 47%.
A diferença de um ponto é a menor desde dezembro de 2024, quando a aprovação era maior que a desaprovação (52% a 47%).
Entre fevereiro e setembro, os indicadores mostravam maior desaprovação. O pico de diferença ocorreu em maio deste ano, quando 17 pontos separavam a avaliação negativa (57%) da positiva (40%).
Outro ponto que a pesquisa demonstra é que para 49% dos entrevistados o presidente Lula saiu mais forte após encontro com o presidente americano Donald Trump, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Para 27%, o petista saiu mais fraco, e para 10%, nem forte, nem fraco.
A Quaest fez a seguinte pergunta: “Após esse encontro com Trump, Lula saiu mais…?”. Veja as respostas:
Forte politicamente: 49%;
Nem forte, nem fraco politicamente: 10%;
Fraco politicamente: 27%;
Não sabem/ não responderam: 14%.
EUA em paralisação pelo 7º dia
A paralisação do governo dos EUA chega ao sétimo dia nesta terça-feira (7) sem perspectiva de acordo. Com recursos congelados e servidores federais sem receber, diversos serviços públicos foram afetados, incluindo voos, que registram atrasos.
Questionado na noite do domingo (5) sobre quando o governo começaria a demitir funcionários federais, o presidente Donald Trump disse: “Está acontecendo agora mesmo”. Ele culpou os democratas pelo impasse, mas não entrou em detalhes sobre os planos de demissão.
A Casa Branca disse que milhares de pessoas poderiam ser demitidas se a paralisação persistir.
A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços.
Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais.
O Senado americano, liderado por republicanos, deve votar novamente medidas provisórias para financiar agências federais, mas nenhuma deve alcançar os 60 votos necessários.
Ouro em patamar recorde
O ouro ultrapassou a marca de US$ 4 mil nesta terça-feira, alcançando uma cotação de US$ 4.008,42 por onça-troy. A valorização do metal, que já acumula alta de quase 50% em 2025, é resultado de uma combinação de fatores políticos e econômicos que têm aumentado a cautela dos investidores ao redor do mundo.
Dois eventos recentes acentuaram esse movimento:
A renúncia do primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu, após menos de um mês no cargo;
E a eleição inesperada de Sanae Takaichi como líder do partido governista no Japão.
🔎 Ambos os episódios levantaram dúvidas sobre a estabilidade fiscal desses países, o que contribuiu para a busca por ativos considerados mais seguros, como o ouro.
No Japão, a perspectiva de aperto na política monetária contrasta com o histórico de juros baixos e inflação controlada, enquanto Takaichi é vista como defensora de gastos públicos mais agressivos.
Na França, a instabilidade política se soma à dificuldade do governo em aprovar o orçamento, aumentando o risco de perda de governabilidade por parte do presidente Emmanuel Macron.
Além do cenário político, o ouro já vinha se valorizando desde o início do ano, impulsionado pela política comercial de Donald Trump, que gerou incertezas e afastou investidores de ativos ligados aos EUA.
Mais recentemente, a expectativa de que o banco central americano (Fed) possa reduzir os juros deu novo impulso ao metal, que rompeu a faixa de US$ 3.500 e acelerou sua alta.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, um dia depois que o S&P 500 e o Nasdaq atingiram recordes de fechamento. Agora, o foco está nas falas de autoridades do Fed em busca de sinais sobre a política monetária.
O Dow Jones Industrial Average recuou 0,20%, para 46.602,98 pontos. O S&P 500 recuou 0,41%, a 6.712,72 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve perdas de 0,67%, a 22.788,36 pontos.
Já as bolsas europeias tiveram um dia de queda, principalmente por causa do desempenho fraco das empresas do setor de saúde. Apesar disso, o mercado francês conseguiu limitar as perdas graças à recuperação das ações de marcas de luxo, após a instabilidade política provocada pela renúncia do primeiro-ministro no dia anterior.
O índice europeu STOXX 600 caiu 0,2%. Em Londres, o FTSE 100 teve leve alta de 0,05%. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,03%. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,04%. Já em Milão, o FTSE MIB recuou 0,17%.
Madri também registrou queda, com o Ibex 35 caindo 0,19%, e Lisboa teve o pior desempenho do dia, com o PSI 20 em baixa de 0,75%.
Na Ásia, o destaque foi o Japão, onde o índice Nikkei fechou em nova máxima histórica pela terceira sessão seguida. O bom desempenho foi puxado por empresas ligadas à produção de chips, que acompanharam os ganhos recentes nos EUA.
O Nikkei, em Tóquio, subiu 0,01%, encerrando aos 47.950 pontos. Taiwan teve alta de 1,68% (27.211 pontos), Cingapura avançou 1,14% (4.472 pontos) e Sydney caiu 0,27% (8.956 pontos).
Os mercados de Xangai, Shenzhen, Seul e Taiwan permaneceram fechados.
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