
Câmeras de segurança registraram padrasto saindo com menino desacordado de apartamento
Câmeras de segurança registraram o momento em que o padrasto de Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, saiu do apartamento com o menino desacordado nos braços do apartamento em São Vicente, no litoral de São Paulo. Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, é apontado como principal suspeito do crime. O padrastro foi morto a tiros após o caso.
O menino morreu após dar entrada em uma UPA em Cubatão, na sexta-feira (1), com lesões compatíveis com maus-tratos. Segundo a polícia, o menino chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação. O caso segue em investigação.
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Imagens do condomínio mostram ainda que Arthur entrou no prédio sem ferimentos aparentes, ao lado da mãe e do padrasto. A cena ocorreu horas antes da criança dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão com lesões compatíveis com maus-tratos.
Luan Henrique Silva de Almeida, conhecido como “Fuzil”, é apontado como principal suspeito do crime.
Reprodução
Por volta das 14h57, a mãe deixou o apartamento sozinha, permanecendo no local apenas a criança e o padrasto. Às 16h19, ele foi flagrado deixando o imóvel carregando o menino desacordado.
Com base nos indícios, a Justiça decretou a prisão preventiva de Luan, apontando que ele estava sozinho com a criança no momento das agressões. Além disso, ele apresentou comportamento incompatível ao deixar a unidade de saúde, após o atendimento, e não ser mais localizado.
Padrasto morto
Luan foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande, neste sábado (2). Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e direcionado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia.
Durante o trajeto, a ambulância foi abordada por homens armados, invadida e ele foi baleado. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar o autor dos disparos.
Entenda o caso
Arthur Kenay Andrade De Oliveira morreu aos 8 anos
Reprodução/Redes sociais
Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões em Cubatão. De acordo com o boletim de ocorrência, os ferimentos eram compatíveis com maus-tratos.
O garoto chegou em parada cardiorrespiratória na unidade de saúde, no bairro Jardim Casqueiro, na noite desta sexta-feira (1). Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que o paciente deu entrada vindo de São Vicente e os médicos tentaram a reanimação, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada no local.
Segundo o registro policial, durante o atendimento, a equipe médica identificou lesões de unha no pescoço e lábio do menino, além de hematomas e manchas roxas em áreas como abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas, compatíveis com indícios de maus-tratos. Sendo assim, a Polícia Militar (PM) foi acionada.
Inicialmente, a mãe disse que levou o filho para a UPA em um carro de aplicativo, pois encontrou o menino caído no banheiro da casa após ter ido tomar banho a pedido do padrasto, enquanto ela cochilava.
Durante o registro do caso na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão sobre o caso. Desta vez, ela disse que estava em um salão de beleza fazendo cílios quando o companheiro chegou e disse que o filho dela estava desfalecido no carro.
Segundo o relato, o casal levou a criança até a UPA de Cubatão e, durante o trajeto, a mulher questionou o que havia acontecido, mas o homem não respondeu.
Após deixar o menino na UPA, ‘Fuzil’ chegou a retornar para casa para buscar os documentos da mãe, mas deixou a documentação com a irmã dela e não apareceu mais. Segundo a mulher, o companheiro parou de responder as mensagens.
Uma testemunha, dona do salão onde a mãe de Arthur estava, confirmou a versão durante depoimento na Delegacia de São Vicente.
Investigação
O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão e, no mesmo dia, encaminhado para investigação em São Vicente. Na ocasião, a equipe ouviu a mãe e a testemunha, além de reunir imagens de monitoramento do prédio onde a vítima morava.
Segundo a Polícia Civil, a análise das imagens das câmeras e os depoimentos reforçaram a segunda versão apresentada pela mãe. Isso porque foi possível ver que a mãe havia saído do imóvel horas antes do padrasto deixar o apartamento com a criança nos braços.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga a morte do menino, que deu entrada com ferimentos graves na UPA do Jardim Casqueiro.
“A residência foi periciada e imagens de câmeras de segurança foram apreendidas. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Cubatão.
