
A temporada de escaladas de 2026 no Monte Everest começou com uma tragédia. Um guia de montanha nepalês morreu no último domingo (3), marcando a primeira fatalidade do ano na principal rota da montanha mais alta do planeta. As informações são do Outside Online.
Lakpa Dende Sherpa, de 52 anos, perdeu a vida enquanto caminhava entre a vila de Gorak Shep e o acampamento base do Everest. Segundo a empresa Seven Summits Treks, responsável por sua contratação, ele retornava ao local para iniciar os trabalhos da temporada como guia de alta altitude quando perdeu a consciência durante o trajeto de cerca de 3,2 quilômetros.
Onde está localizado o corpo da primeira vítima da temporada de 2026 do Everest?
Gorak Shep, último ponto habitado antes do Everest, está a cerca de 5.164 metros de altitude, enquanto o acampamento base fica a aproximadamente 5.334 metros acima do nível do mar.

Em comunicado, o diretor da empresa, Thaneswar Guragai, lamentou a morte e destacou a longa trajetória do profissional.
Informações preliminares indicam que a morte pode ter ocorrido por causas naturais, mas a polícia do Nepal abriu uma investigação para apurar o caso. O corpo foi transportado de helicóptero até Lukla no mesmo dia.
Lakpa era experiente na escalada
Com uma carreira extensa, Lakpa Dende participou de cerca de 30 expedições desde 2001. Ele alcançou o topo do Everest em 2017 e também acumulou conquistas em outras montanhas importantes do Nepal, como Manaslu e Makalu.
De acordo com a legislação local, a família do guia deverá receber uma indenização de US$ 15 mil (R$ 75 mil) por meio de seguro.
A morte voltou para um debate recorrente entre especialistas: quais fatalidades devem ser contabilizadas nas estatísticas do Everest. Alguns defendem que apenas mortes acima do acampamento base sejam incluídas, enquanto outros consideram também os óbitos ocorridos durante o trajeto até a montanha.
Casos recentes de morte no Everest reforçam a complexidade dessa discussão. Em 2025, por exemplo,vdois trabalhadores morreram no acampamento base, um por mal de altitude e outro em decorrência de uma hemorragia cerebral.
Apesar das divergências nos critérios, a comunidade de montanhismo sempre avisa as pessoas e destaca os riscos enfrentados por guias e trabalhadores que atuam na região, muitas vezes em condições extremas.
