Por falta de quórum, Conselho de Ética da Alesp adia votação que pode suspender mandato de Lucas Bove


Deputado Lucas Bove (PL) bate-boca na Alesp
Alesp
Por falta de quórum, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) adiou nesta terça-feira (5) a votação que pode suspender por 30 dias o mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL).
Dos nove deputados que integram o colegiado, apenas dois compareceram: o presidente, Delegado Olim (PP), e Paula Nunes (PSOL). Para que a sessão fosse realizada, era necessária a presença de ao menos cinco membros.
Além do processo contra Bove, o conselho também deveria analisar a admissibilidade de uma denúncia contra o deputado Guto Zacarias (Missão), ou seja, decidir se existe fundamento técnico e jurídico para uma investigação.
O parlamentar é alvo de um pedido de cassação motivado por acusações de ter coagido uma ex-companheira a fazer um aborto. Em sua defesa prévia, Zacarias reconheceu sua conduta como imoral, mas negou ter agido com violência.
Conselho de Ética da Alesp abre processo que pode levar à cassação de Lucas Bove por bate-boca com deputadas
As duas pautas devem ficar para a próxima reunião do conselho, marcada para 12 de maio. Tanto Olim quanto Paula Nunes se comprometeram a entrar em contato com os demais conselheiros para cobrar presença na sessão.
Os deputados estaduais que não compareceram foram:
Bruno Zambelli (PL)
Oseias de Madureira (PL)
Emídio de Souza (PT)
Altair Moraes (Republicanos)
Rafael Saraiva (União)
Eduardo Nóbrega (MDB)
Denúncia contra Bove
O Conselho de Ética analisa uma representação da deputada Mônica Seixas (PSOL), que acusa Lucas Bove de violência política de gênero durante um bate-boca ocorrido em plenário, em setembro do ano passado, envolvendo ela própria e a deputada Professora Bebel (PT).
O processo tem como relator o deputado Emídio de Souza (PT), que apontou violação ao decoro parlamentar em parecer protocolado no conselho. O documento avalia que a conduta de Bove produziu efeito de constrangimento e deslegitimação da atuação parlamentar feminina e propõe punição de suspensão de mandato por 30 dias.
Deputado do PL tumultua sessão da Alesp
Caso o relatório venha a ser aprovado pelo Conselho de Ética na próxima reunião, a decisão ainda deverá ser submetida ao plenário da Alesp, conforme prevê o regimento interno da Casa.
Lucas Bove nega as acusações. Desde o início do processo, o deputado afirma ser vítima de um “julgamento político” e sustenta que o episódio se tratou apenas de uma discussão acalorada, comum ao ambiente parlamentar, sem qualquer tipo de violência. Ele também alega perseguição contra parlamentares de perfil bolsonarista.
O processo contra Bove foi aberto em fevereiro deste ano, com aprovação unânime do Conselho de Ética à época. Além desse caso, o deputado também é réu na Justiça por violência doméstica, psicológica e perseguição contra sua ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas – denúncia que foi aceita em novembro do ano passado.
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