
A Lavanderia 60 Minutos completou 11 anos em maio em um momento de expansão do modelo de autosserviço no Brasil. No programa Leaders Connection, apresentado por Iselson Oliveira, a trajetória da rede foi analisada a partir de três frentes: a construção da marca, a operação dos franqueados e os próximos movimentos estratégicos do Grupo HI, franqueadora da empresa.
A rede nasceu em João Pessoa, na Paraíba, e chegou a quase 1.000 lojas no país, com mais de 3 milhões de clientes, segundo informações citadas no programa. O negócio foi apresentado como a maior rede de lavanderias self-service da América Latina e uma das 30 maiores redes de franquias do Brasil, em um setor que combina serviço recorrente, automação e conveniência.
“Preço é uma coisa, valor é outro”, afirmou Sidney Lima.
Valor, preço e liderança na construção do negócio
Ao comentar sua trajetória profissional, Sidney Lima, CEO do Grupo HI, destacou que a diferença entre preço e valor marcou sua formação como líder. A leitura apresentada por ele dialoga com o posicionamento da Lavanderia 60 Minutos: oferecer um serviço associado não apenas à lavagem de roupas, mas também à economia de tempo e à experiência do cliente.
Essa visão aparece na forma como a rede estrutura sua proposta de franquia. O negócio foi descrito como um ecossistema verticalizado, com tecnologia própria, operação automatizada, fornecedores integrados e suporte para franqueados e consumidores. Para investidores e empreendedores, esse modelo busca reduzir a complexidade operacional e ampliar a previsibilidade do negócio.
“O que a gente vem fazendo da a vida inteira é exatamente nesse princípio, entregar valores, não só preços”, explicou Sidney Lima.
Franquia, operação e escala no dia a dia
A experiência dos franqueados foi um dos eixos centrais da conversa. André Estocco relatou que entrou na rede em 2022, após observar a experiência do irmão, que já era franqueado. A decisão ganhou força durante sua transição de carreira, quando deixou a consultoria esportiva e passou a se dedicar integralmente às lojas.
Segundo André, o modelo automatizado foi um fator relevante para permitir a expansão. Em quatro anos, ele afirma ter chegado à sétima loja, apoiado por uma rotina de acompanhamento operacional e pela percepção de que o mercado brasileiro ainda tem espaço para crescimento no segmento de lavanderias de autosserviço.
“Eu entrei em 2022 pra minha primeira loja, né? a SP40. Hoje já estou indo para a sétima”, relatou André Estocco.
Autosserviço ganha espaço com mudança de hábitos
Marcos Rocha, master franqueado em São Paulo, apontou a automação, a ausência de funcionários na operação direta e a estrutura das lojas como fatores que contribuíram para sua decisão de investir. Ele afirmou que conheceu a marca por meio de um colega da Record, que já era franqueado, e passou a estudar o mercado antes de escolher a Lavanderia 60 Minutos.
Na avaliação apresentada no programa, a expansão do autosserviço está relacionada a mudanças urbanas e comportamentais, especialmente em grandes cidades. Apartamentos menores, menor espaço para máquinas de lavar e secagem, além da busca por praticidade, aparecem como fatores que ampliam a demanda por soluções externas de lavanderia.
“Eu acho que tá em expansão, né? Por causa que cada vez mais os apartamentos cada vez mais são menores, né?”, observou Marcos Rocha.
Tecnologia, verticalização e suporte ao franqueado
No bloco dedicado ao futuro da companhia, Sidney Lima destacou que a Lavanderia 60 Minutos não deve ser vista apenas como uma rede de lavanderias, mas como uma empresa apoiada por tecnologia e por uma cadeia própria de soluções. Durante o programa, foram citados o fornecimento de máquinas, a indústria química, a tecnologia dos totens e a estrutura de atendimento aos franqueados e consumidores.
O executivo também afirmou que a empresa trabalha em estratégias para ampliar margem e reduzir custos da operação. Entre os pontos mencionados estão negociações com fornecedores, parcerias ligadas à energia elétrica, novos acordos na área química e a criação de pacotes de serviços para franqueados, incluindo contabilidade, seguro e proteção do negócio.
“Nós temos estratégias de crescimento e esses benefícios do crescimento serão voltados a também redução e aumento da margem de ganho de cada loja, de cada franqueado”, destacou Sidney Lima.
Mercado ainda tem espaço para avançar
Ao longo do programa, Iselson Oliveira ressaltou que o Brasil ainda tem baixa penetração no uso de lavanderias em comparação com mercados mais maduros. Segundo ele, a participação da população que utiliza o serviço saiu de cerca de 2% a 2,5% no início da operação para aproximadamente 5%, com previsão de chegar a 10% até 2030, conforme citado na conversa.
A leitura apresentada é que o setor pode continuar crescendo à medida que o consumidor percebe o serviço como uma solução de tempo, conveniência e economia prática. Para a rede, o desafio será combinar expansão, padronização, tecnologia e qualidade de atendimento, mantendo a proposta de valor em uma operação que depende da experiência local de cada franqueado.
“Franquia é sobre construir um sistema que permite crescer com consistência, mas principalmente é via de mão dupla, ganha ganha, parceria e compromisso”, avaliou Iselson Oliveira.
Expansão depende de gestão, padrão e experiência do cliente
Mesmo com automação, os participantes ressaltaram que a gestão continua sendo determinante para o desempenho das unidades. A padronização da loja, a limpeza das máquinas, o acompanhamento da operação e o relacionamento com o cliente foram citados como pontos relevantes para transformar conveniência em recorrência.
Marcos Rocha afirmou que a percepção do consumidor passa também pela qualidade do ambiente. Para ele, a experiência dentro da loja influencia a confiança no serviço e diferencia a rede de outros modelos de lavanderia.
“Quando os clientes chegam lá e vê a a loja limpa, as máquinas limpas, aí eles é só assim aqui”, comentou Marcos Rocha.
Modelo de franquia combina escala e responsabilidade operacional
O programa também abordou a diferença entre investir em uma franquia e operar uma unidade de forma passiva. A automação foi apresentada como um facilitador, mas não como substituta da gestão. Nesse sentido, o modelo permite escala, mas exige acompanhamento do franqueado, escolha adequada de ponto e manutenção do padrão operacional.
Para André Estocco, ter mais de uma unidade pode ajudar a diluir riscos, já que cada loja tem características próprias de público, localização e sazonalidade. A leitura reforça a importância da diversificação dentro da própria rede e da atuação próxima do franqueado na rotina do negócio.
“Tem lojas que o ponto ele tem mais fluxo de pessoas, ela fatura um pouco mais, tem outros que você tem um pouco mais de paciência, um pouco mais de trabalho”, ponderou André Estocco.
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