Internos passam por coleta de DNA em massa em penitenciária para banco nacional de crimes


MS tem perfil genético de 40% das 10.178 pessoas condenadas no sistema prisional estadual
PCi-MS
Uma ação dentro da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande, resultou na coleta de cerca de 300 amostras de material biológico de internos. O trabalho foi feito em conjunto pela Polícia Científica e pela Polícia Penal, como parte de uma operação que envolve estados do Sul e Centro-Oeste do país.
As coletas são simples e não invasivas. O objetivo é montar perfis genéticos dos detentos para inclusão em um banco nacional que reúne dados desse tipo. Depois de passar por análise em laboratório e validação técnica, essas informações podem ser usadas para ajudar investigações criminais.
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Na prática, o banco permite comparar o DNA de pessoas cadastradas com vestígios encontrados em cenas de crime ou em vítimas. Isso pode ajudar a ligar casos diferentes, indicar possíveis autores e reforçar provas em processos.
Dentro do presídio, a Polícia Penal organizou a seleção e o deslocamento dos internos que se enquadram nos critérios previstos em lei. Já a Polícia Científica ficou responsável pela coleta e por todo o trabalho técnico, incluindo exames e armazenamento dos dados.
Atualmente, Mato Grosso do Sul tem pouco mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados na área criminal. A maior parte é de pessoas já condenadas. Também há registros de vestígios coletados em cenas de crime e outros casos específicos.
Foram feitas cerca de 300 coletas de material biológico na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II
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Esse tipo de banco tem impacto direto nas investigações. Dados mais recentes mostram que dezenas de casos já foram auxiliados por esse cruzamento de informações, com coincidências encontradas tanto entre vestígios quanto entre materiais ligados a pessoas cadastradas.
Até novembro de 2025, Mato Grosso do Sul registrava 88 investigações auxiliadas pela rede, 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígio e indivíduo cadastrado criminalmente.
Em nível nacional, o banco reúne centenas de milhares de perfis genéticos e já ajudou milhares de investigações, mostrando como esse tipo de tecnologia tem sido cada vez mais usado para esclarecer crimes.
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