
Ciro Nogueira: loja ligada ao senador no PI é alvo de operação no Caso Master
A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que ele não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagarada nesta quinta-feira (7).
Em nota, os advogados disseram que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações (leia a íntegra do comunicado).
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Ciro Nogueira foi alvo da nova etapa da operação, que investiga suspeitas de repasses de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro.
No comunicado, a defesa repudiou “qualquer ilação de ilicitude” relacionada à atuação do senador, especialmente no exercício do mandato parlamentar.
Loja de motos ligada a Ciro Nogueira no PI é alvo de busca e apreensão no Caso Master
Anielle Brandão/TV Clube/Ascom/Ciro Nogueira
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, diz a nota.
Os advogados também criticaram medidas adotadas na investigação. Segundo a defesa, ações consideradas “graves e invasivas” teriam sido baseadas em trocas de mensagens atribuídas a terceiros.
Segundo a defesa, esse tipo de medida “merece a devida reflexão e controle severo de legalidade” e deverá ser analisado pelas Cortes Superiores.
A nota também compara o cenário atual ao que classificou como “uso indiscriminado de delações premiadas”.
Leia a íntegra da nota
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Operação Compliance Zero
Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero da PF
O senador Ciro Nogueira é um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta. O irmão dele, Raimundo Nogueira, também é alvo de buscas.
A PF também cumpriu mandado de busca e apreensão em um endereço do senador em Brasília (DF).
Ao todo, um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e devem ser cumpridos pela PF no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
Na decisão do STF, obtida pela jornalista Ana Flor, a PF “aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo o blog apurou, o caso relativo ao senador Ciro Nogueira era um dos com maior quantidades de indícios para serem investigados.
Segundo informações do blog da Camila Bomfim, no g1, o alvo de prisão temporária é o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Ele foi preso nesta manhã em Minas Gerais.
A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.
Nota da defesa de Ciro Nogueira
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay
Roberta Castro Queiroz
Marcelo Turbay
Liliane de Carvalho
Álvaro Chaves
Ananda França
Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados
ASSESSORIA JURÍDICA
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