Israel mata comandante do Hezbollah e filho de líder do Hamas

Faixa de GazaBanco de Imagens/ Freepik

Israel informou ter matado um comandante da força Radwan, unidade de elite do Hezbollah, em um bombardeio feito nos arredores de Beirute, no LíbanoPoucas horas depois, ainda nesta quinta-feira (07), integrantes do Hamas anunciaram a morte de Azzam Al-Hayya, filho de Khalil Al-Hayya, um dos nomes centrais das negociações sobre Gaza.

As duas ações aconteceram enquanto mediadores tentavam evitar a queda de acordos de cessar-fogo fechados nas últimas semanas.

No caso do Líbano, o ataque israelense rompeu um período sem bombardeios na capital desde a trégua assinada em abril.

O Exército de Israel, segundo a Reuters, disse que o alvo era um integrante da força Radwan, considerada uma das estruturas mais estratégicas do Hezbollah. O grupo não confirmou oficialmente a morte até agora.

Tensão voltou a crescer em Beirute

O cessar-fogo já vinha fragilizado. Israel manteve tropas posicionadas no sul do Líbano e continuou realizando operações militares perto do rio Litani. O Hezbollah respondeu com drones e disparos contra soldados israelenses.

Na quarta-feira (06), Israel chegou a pedir a retirada de moradores de aldeias localizadas ao norte do Litani, movimento que aumentou o medo de expansão das ações militares.

O Ministério da Saúde libanês informou que outro ataque israelense matou quatro pessoas na cidade de Zelaya. Entre os mortos estavam duas mulheres e um idoso.

Do lado israelense, militares disseram que dois soldados ficaram feridos após ataques lançados pelo Hezbollah.

Gaza seguia em negociação

Enquanto isso, representantes do Hamas participavam de reuniões no Cairo, capital do Egito, para tentar manter de pé o acordo discutido com mediação dos Estados Unidos.

Foi nesse meio-tempo que veio a notícia da morte do filho de Khalil Al-Hayya.

Azzam Al-Hayya morreu após ficar ferido em um bombardeio israelense realizado na noite anterior, segundo dirigentes do Hamas.

Khalil é um dos principais negociadores do grupo palestino nas conversas sobre o futuro de Gaza.

Segundo integrantes do Hamas, este foi o quarto filho dele morto em ataques israelenses ao longo dos últimos anos.

O Exército de Israel não comentou oficialmente o caso.

Impasse continua

As negociações seguem travadas principalmente por causa do desarmamento do Hamas.

Israel quer que o grupo entregue as armas como condição para avançar no acordo. O Hamas diz que não vai discutir uma segunda fase enquanto os ataques continuarem.

Desde março, mais de 2.700 pessoas morreram no conflito no Líbano, segundo autoridades libanesas.

Em Gaza, médicos locais afirmam que ao menos 830 palestinos morreram desde o início do cessar-fogo. Israel diz que quatro soldados israelenses foram mortos no mesmo período.

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