
A Prefeitura do Rio assinou, nesta quinta-feira (07), um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para adesão ao programa Floresta Viva. O acordo prevê investimento total de R$ 10 milhões que serão destinados a projetos de restauração ecológica da Mata Atlântica na capital fluminense.
O termo foi assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante cerimônia realizada na sede do banco, no Centro do Rio, com a presença do iG. O aporte será dividido igualmente entre as duas instituições sendo R$ 5 milhões do município e R$ 5 milhões do banco.

Os recursos serão utilizados em ações de reflorestamento e recuperação ambiental, em pontos da cidade que ainda serão definidos. O plano e o cronograma de ação, será debatido agora com o acordo assinado. Mas o que já se sabe, é que o projeto prevê prazo de execução de 48 meses e inclui o plantio e manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em uma área total de 93 hectares.
Rio é o primeiro município a aderir ao Floresta Viva
Segundo o superintendente de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, o Rio é o primeiro município brasileiro a aderir ao programa Floresta Viva desde a criação da iniciativa.
Campo Grande deve ser uma das áreas escolhidas
Durante coletiva após a assinatura do convênio, com a presença do iG, Cavaliere afirmou que uma possibilidade é que os investimentos sejam concentrados na chamada Floresta da Posse, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, área apontada pela prefeitura como prioritária no Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática lançado em 2021.
Segundo ele, a região pode receber um projeto de reflorestamento ligado às obras em andamento do Anel Viário de Campo Grande, parecido com o do Túnel Rebouças, que passa por debaixo da vegetação da Floresta da Tijuca.

Projeto prevê corredor ecológico e redução do calor
De acordo com o BNDES, a iniciativa também busca criar um corredor ecológico, conectando áreas já reflorestadas anteriormente pelo Programa Mutirão Reflorestamento e por compensações ambientais.
Outro objetivo do projeto é substituir as chamdas gramíneas invasoras por vegetação nativa, o que deve ajudar na redução do risco de incêndios florestais e no sombreamento natural do solo. Segundo Kadri, ações como essa também ajudam a reduzir temperaturas em áreas urbanas e auxiliam na diminuição de eventos climáticos extremos, como ressacas e enchentes.
Durante a cerimônia, Mercadante destacou os impactos ambientais e econômicos da parceria.
O presidente do BNDES também ressaltou os impactos da arborização na qualidade de vida da população, principalmente em períodos de calor extremo.
Programa Floresta Viva já mobilizou quase R$ 500 milhões
Criado pelo BNDES, o programa Floresta Viva apoia projetos de restauração ecológica com espécies nativas em diferentes biomas brasileiros. A iniciativa também atua no fortalecimento da cadeia produtiva ligada ao reflorestamento e no incentivo a sistemas agroflorestais.
Segundo o banco, o programa já mobilizou quase R$ 500 milhões em investimentos e entrou, no ano passado, em sua segunda fase. A expectativa do BNDES é alcançar R$ 750 milhões destinados a projetos de restauração florestal em todo o país.
Nesta nova etapa, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) será responsável pela gestão e acompanhamento dos projetos selecionados.
O protocolo de intenções para adesão do Rio de Janeiro ao programa, havia sido entregue em novembro de 2025, durante a COP30, realizada em Belém, no Pará.
