
Briga entre deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro tem ameaça de morte na Alego
Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, protagonizaram um bate-boca na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quinta-feira (7), após uma sequência de acusações sobre temas diversos. Um vídeo ao qual o g1 teve acesso mostra o momento em que o debate entre eles culmina em uma ameaça de morte (veja o vídeo acima).
“Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto”, esbravejou o major Araújo, enquanto Amauri Ribeiro deixava o plenário da Alego.
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Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do deputado Amauri Ribeiro disse que ele não vai se manifestar, mas que a equipe jurídica do deputado fará uma representação no Conselho de Ética da Assembleia, por quebra de decoro parlamentar em função da ameaça de morte.
Como a declaração do Major Araújo pareceu uma resposta a uma outra declaração, o g1 questionou a assessoria de imprensa do Major, que disse existe uma filmagem que mostra que, antes, Amauri disse: “Não deixa eu colocar a mão em você”.
Sobre o caso como um todo, o major disse, por meio da assessoria, que divergências e debates “fazem parte da política”. “Nosso posicionamento, diante de qualquer circunstância, segue sendo de firmeza, lealdade e compromisso com os valores e princípios da direita”, afirmou.
Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro protagonizaram um bate-boca que culminou para ameaça de morte
Sérgio Rocha/Alego
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Entenda o que aconteceu
Os dois deputados têm feito ataques mútuos desde a semana passada. Uma das motivações envolveu a ausência do presidente do PL de Goiás, o senador Wilder Morais, na votação da indicação do ex advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a sessão plenária de quinta-feira (30), Amauri fez questionamentos sobre os votos de senadores goianos, dizendo que iria perguntar pessoalmente ao Wilder o porquê de ele não ter votado.
Na última quarta-feira (6), Major Araújo retomou o assunto durante a sessão, afirmando que o correligionário não deveria ter dito isso.
“O deputado Amauri induziu as pessoas a pensarem que a ausência favorece o Messias. A ausência prejudica. E ele sabe disso. Mas fez de má fé”, afirmou.
Em seguida, ele deu exemplos de que Amauri seria aliado ao ex-governador Ronaldo Caiado. “Eu não vi essa indignação do Amauri quando o Caiado ofereceu 270 vagas para abrigar os presos políticos do 8 de janeiro e nem quando recebeu o ministro Dino no Palácio das Esmeraldas”, disse, enquanto Amauri acompanhava a sessão virtualmente.
Nesta quinta-feira, o debate foi retomado e Amauri rebateu as afirmações do major.
“Essa situação do senador já foi resolvida. Ele veio a público, falou. Já falamos. Já conversamos. Estranho o senhor vir aqui para falar”, disse.
Sobre as falas relacionadas a Caiado, o deputado afirmou que mantém de relação amistosa tanto com ele quanto com o governador Daniel Vilela e que o major também já fez elogios ao ex-governador.
“Ao contrário do senhor, eu não me torno inimigo das pessoas de quem um dia eu fui amigo. (…) E eu cansei de ver discursos do senhor, inflamados, elogiando Ronaldo Caiado”, disse.
O g1 procurou a assessoria do senador Wilder Morais, para comentar a questão da ausência na votação citada pelos deputados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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