Via Dutra suspende explosões de rochas na Serra das Araras

Obras na Serra das Araras, na Via DutraDivulgação/Motiva CCR-RioSP

A concessionária CCR-Motiva suspendeu as explosões de rochas previstas para esta quinta-feira (07) na Serra das Araras, trecho da Via Dutra (BR-116), para evitar congestionamentos e garantir maior fluidez no trânsito.

As detonações aconteceriam entre 13h e 15h, no km 225, no sentido São Paulo, mas foram canceladas para manter o tráfego mais livre na região.

Apesar da suspensão nesta quinta-feira, as obras de ampliação da Serra das Araras continuam. Segundo a programação da concessionária, novas intervenções estão previstas para sábado (09), entre 16h e 18h, com fechamento da pista Sul, no sentido São Paulo, no km 225.

Durante o período de operação, a pista no sentido Rio de Janeiro permanecerá liberada para os motoristas. A CCR-Motiva orienta que os condutores respeitem a sinalização e os limites de velocidade no trecho.

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Expansão da Serra das Araras

A Serra das Araras passa por obras para construção de novas pistas de subida e descida. Segundo a concessionária, o projeto completou dois meses em abril e já ultrapassou 65% de execução.

A previsão é que a nova pista de subida, no sentido São Paulo, seja entregue em 2028. Já a pista de descida, no sentido Rio de Janeiro, deve ser concluída em 2029. O investimento total nas obras é de R$ 1,5 bilhão.

O novo traçado terá oito faixas, sendo quatro em cada sentido, além de acostamento e faixa de segurança. A velocidade permitida será de 80 km/h.

Segundo a concessionária, a expectativa é reduzir em 25% o tempo de subida e em 50% o tempo de descida da serra. O projeto também prevê a construção de 24 viadutos, três passarelas para moradores da região e duas rampas de escape voltadas à segurança de caminhoneiros.

Movimento de veículos na rodovia

Atualmente, cerca de 390 mil veículos passam pelos dois sentidos da Serra das Araras todos os meses. Desse total, 36% são caminhões e veículos de carga.

Ainda de acordo com a concessionária, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é transportada pelo trecho, considerado estratégico para o escoamento de mercadorias no país.

As obras abrangem oito quilômetros em cada sentido, entre os km 225 e 233, e devem gerar cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos, principalmente para trabalhadores de Piraí (RJ) e Paracambi (RJ).

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