Com 18 andares e capacidade para 20 mil pessoas, a cidade subterrânea que arqueólogos ainda não explicaram completamente fica na Turquia e funcionava com igrejas, escolas e sistema de ventilação próprio

Com 18 andares e capacidade para 20 mil pessoas, a cidade subterrânea que arqueólogos ainda não explicaram completamente fica na Turquia e funcionava com igrejas, escolas e sistema de ventilação próprio

A cidade subterrânea de Derinkuyu representa um dos maiores mistérios da engenharia antiga na região da Capadócia, na Turquia. Esta estrutura complexa possui 18 andares esculpidos em rocha vulcânica e abrigava cerca de 20 mil pessoas durante períodos de invasões militares históricas.

Como era a estrutura interna de Derinkuyu?

A cidade se aprofunda por aproximadamente 85 metros abaixo da superfície, dividida em níveis funcionais específicos para habitação coletiva. Os construtores antigos escavaram a rocha vulcânica macia para criar espaços modulares, incluindo residências e áreas comunitárias. Portanto, a organização interna permitia a coexistência de milhares de habitantes isolados.

Abaixo, apresentamos os dados estruturais e a capacidade técnica desta metrópole oculta localizada no território turco:

Característica Técnica Dados da Estrutura
Profundidade Total 85 metros
Número de Níveis 18 andares
Capacidade Estimada 20.000 pessoas
Ano da Descoberta 1963
Abrigando cerca de 20 mil pessoas em 18 níveis escavados na rocha, a metrópole subterrânea de 85 metros de profundidade funcionava há mais de 1.200 anos como um bunker com ventilação natural extremamente eficiente
Corte transversal dos níveis de Derinkuyu evidenciando os poços de ventilação e as portas de pedra

O sistema de segurança utilizava portas de pedra circulares e pesadas para bloquear os túneis contra intrusos externos indesejados. Consequentemente, a defesa era facilitada pela arquitetura estreita, dificultando o avanço de tropas inimigas nos corredores escuros. Além disso, esses bloqueios só podiam ser operados pelo lado interno das galerias.

Quais tecnologias permitiam a vida subterrânea prolongada?

A engenharia de ventilação consistia em mais de 15 mil dutos que levavam ar fresco aos níveis inferiores com eficiência. Além disso, a rede de poços de água independentes garantia o suprimento para a população sem depender de fontes externas vulneráveis. Dessa forma, a autonomia hídrica e atmosférica era mantida rigorosamente funcional.

A seguir, listamos os principais componentes infraestruturais encontrados pelos arqueólogos durante as escavações sistemáticas no complexo:

  • Escolas religiosas para educação da comunidade;
  • Estábulos para animais de pequeno e médio porte;
  • Igrejas esculpidas diretamente na rocha basáltica;
  • Adegas e prensas para produção de óleo e vinho;
  • Refeitórios coletivos para alimentação de grandes grupos;
  • Armazéns profundos para estocagem de grãos secos.

A precisão geométrica dos túneis de ventilação impressiona especialistas contemporâneos pela exatidão técnica demonstrada nas medições. Além disso, as áreas para armazenamento de alimentos asseguravam a nutrição dos ocupantes por meses seguidos em isolamento. Portanto, a cidade funcionava como um refúgio autossustentável eficiente contra cercos militares e climas extremos.

Quem foram os construtores da cidade de Derinkuyu?

A identidade dos arquitetos originais ainda gera debates intensos entre historiadores e pesquisadores internacionais de arqueologia. Alguns especialistas sugerem que os Frígios iniciaram as escavações no século VIII a.C., enquanto outros atribuem partes da obra aos Hititas. Consequentemente, a cronologia exata permanece um campo aberto de estudo científico documentado.

Segundo diretrizes de preservação da UNESCO, o local integra o Patrimônio Mundial devido ao seu valor histórico único e insubstituível. Além disso, comunidades cristãs bizantinas expandiram as galerias nos séculos seguintes para escapar de perseguições locais. Portanto, o local reflete camadas sucessivas de ocupação humana adaptativa milenar.

Abrigando cerca de 20 mil pessoas em 18 níveis escavados na rocha, a metrópole subterrânea de 85 metros de profundidade funcionava há mais de 1.200 anos como um bunker com ventilação natural extremamente eficiente
Corte transversal dos níveis de Derinkuyu evidenciando os poços de ventilação e as portas de pedra

Leia também: Com 272 cavalos de potência e aceleração de carro esportivo, a nova picape fabricada no Brasil que carrega uma tonelada virou o novo símbolo de status e força no agronegócio

Como ocorreu a descoberta acidental do complexo?

Um morador local encontrou a entrada da cidade em 1963 enquanto realizava reformas em sua residência particular na Capadócia. Ao derrubar uma parede simples, ele revelou um túnel oculto que levava ao vasto sistema de galerias subterrâneas preservadas. Dessa forma, o mundo moderno redescobriu uma das maiores obras de engenharia asiática.

A estrutura de Derinkuyu revela como sociedades antigas dominavam a geologia para fins defensivos e sociais permanentes. Além disso, a complexidade dos 18 níveis demonstra um planejamento urbano avançado para a antiguidade clássica e medieval. Consequentemente, a cidade atrai anualmente milhares de visitantes interessados na história evolutiva da Turquia.

O post Com 18 andares e capacidade para 20 mil pessoas, a cidade subterrânea que arqueólogos ainda não explicaram completamente fica na Turquia e funcionava com igrejas, escolas e sistema de ventilação próprio apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.