Rio Branco é a cidade com mais casos de estupro contra crianças e adolescentes no AC


Acre regsitrou 123 casos de estupro de vulnerável nos três primeiros meses de 2026
Divulgação/UEPG
A capital acreana é a cidade com mais registros de estupro contra crianças e adolescentes em todo o Acre. Ao todo, Rio Branco registrou 11 casos desse tipo de crime entre janeiro e março deste ano, segundo relatório comparativo divulgado pela Polícia Civil (PC-AC). Com relação a estupro de vulnerável, os dados são ainda mais alarmantes, com 54 ocorrências registradas.
Os municípios de Feijó, com seis casos, e Epitaciolândia, com três casos de estupro contra crianças e adolescentes, seguem como as duas cidades com mais ocorrências registradas. Em relação a estupro de vulnerável, os dados mostram que após a capital, os municípios de Tarauacá, com 13 casos, e Cruzeiro do Sul, com dez registros, seguem com os maiores índices.
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👉🏼Contexto: Estupro de vulnerável é um crime previsto no Código Penas Brasileiro e consiste na prática sexual com pessoas incapazes de consentir validamente sobre a relação, como crianças e pessoas com deficiência (PCDs). É um crime de natureza grave e de ação penal pública incondicionada.
O levantamento reúne informações referentes a 2024, 2025 e 2026, com dados parciais contabilizados até 31 de março deste ano. Com relação aos dados do estado, o estudo mostra que foram registradas 27 ocorrências de estupro contra crianças e adolescentes.
Os dados mostram que houve um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram 18 vítimas. Já o número de estupro de vulnerável, foram registrados 123 casos, uma redução de 28,1% em relação a 2025, com 171 casos.
O levantamento também apresenta um panorama sobre a incidência de casos com distribuição entre Rio Branco e o interior. Além das 11 vítimas de estupro contra crianças e adolescentes na capital, outros 16 casos foram registrados em outros municípios do estado. Além da capital, os municípios de Bujari e Porto Acre, somando 11 ocorrências, e Tarauacá/Envira, com oito, foram as regionais com maior quantitativo de vítimas. (Veja abaixo a tabela com o comparativo das vítimas por cidade)
Com relação a estupro de vulnerável, além dos 54 casos em Rio Branco, o interior registrou 69 ocorrências. Quando abordado as regionais do estado, o levantamento mostra que a capital, juntamente de Bujari e Porto Acre registraram 57 casos. Além disso, o Juruá com 24 e Tarauacá/Envira com 18, tiveram os maiores registros. (Veja abaixo a tabela com o comparativo das vítimas por cidade)
O estudo mostra ainda que a maioria das vítimas são do sexo feminino (23), seguida do sexo masculino (3). Além disso, a faixa etária de 12 a 17 anos engloba a maioria das vítimas (25) de estupro contra crianças e adolescentes, seguido da faixa de idade de 0 a 11 anos, com 2 casos.
O relatório também apresenta a incidência desses indicadores em estupro de vulnerável. Conforme os dados, o sexo feminino (103) segue como a maioria das vítimas, enquanto do sexo masculino (17) e sem informações (3) tem registros significativos.
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A faixa etária de 12 a 17 anos, em caso de estupro de vulnerável, tem maior inciência de vítimas, com 73 casos. Já na faixa de 0 a 11 anos, foram 50 ocorrências registradas.
“Os dados apresentados refletem o cenário do período analisado, constituindo importante subsídio para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado do Acre. Observa-se maior incidência entre vítimas mais jovens, especialmente do sexo feminino, o que reforça a necessidade de fortalecimento das ações de prevenção, proteção e acompanhamento. […]”, destaca o relatório.
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças
Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil:
Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
Ministério Público;
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