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A Polícia Civil do RJ passou a investigar outras 2 mortes ligadas ao Instituto Vitalis, clínica clandestina para dependentes químicos e pessoas com transtornos psiquiátricos que funcionava em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
As novas informações surgem enquanto já está em andamento o inquérito sobre a morte de um paciente de 35 anos, ocorrida no local.
De acordo com a Delegacia do Consumidor (Decon), testemunhas informaram que outros dois pacientes morreram nas dependências da clínica no ano passado, quando o estabelecimento ainda operava em outro endereço. A polícia já iniciou o levantamento de informações para identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias dessas mortes.
O caso ganhou repercussão após a morte de Rodney Camilo Lesio, de 35 anos, que tinha transtorno do espectro autista e estava internado na unidade. O corpo dele foi encontrado na piscina do sítio onde a clínica funcionava, no dia 19 de abril.
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Rodney Camilo Lesio, de 35 anos, que tinha transtorno do espectro autista
Reprodução/TV Globo
A responsável pelo espaço foi identificada como Jéssica Adriana Washington. Segundo ela, Rodney teria sofrido uma convulsão, o que teria causado a morte. A família do paciente, no entanto, contesta essa versão.
Parentes afirmam que, mesmo após a morte, Rodney foi levado a uma unidade de saúde e que Jéssica se apresentou como amiga dele.
Em fiscalização realizada na quarta-feira (6), agentes da Decon constataram que o Instituto Vitalis operava de forma irregular. O local não possuía alvará de funcionamento nem licença da Vigilância Sanitária. No momento da inspeção, nove pacientes estavam internados e recebendo atendimento.
Jéssica Adriana Washington foi levada para a delegacia, na Cidade da Polícia, onde prestou depoimento e foi liberada. Ela vai responder pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão.
Jéssica Adriana Washington administra o espaço
Reprodução/TV Globo
A Prefeitura de Duque de Caxias informou que a Secretaria Municipal de Saúde e a Superintendência de Vigilância e Fiscalização Sanitária não haviam recebido denúncias prévias sobre o funcionamento da clínica. Após a vistoria, foi dado prazo de 30 dias para que a responsável regularize a situação do estabelecimento.
Segundo as autoridades, os pacientes que ainda estão no local serão transferidos para unidades devidamente legalizadas. A medida está sendo coordenada pela Polícia Civil em conjunto com a prefeitura.
Como parte das investigações, a Decon começou a intimar familiares de pacientes que passaram pela clínica para prestar depoimento. O objetivo é reunir mais informações sobre o funcionamento do espaço e as condições oferecidas aos internos.
A reportagem não conseguiu localizar Jéssica Adriana Washington nem a defesa dela.
A unidade, conhecida como Instituto Vitalis, fica em Xerém, em Duque de Caxias
Reprodução/TV Globo
