Diabo Loiro é alvo de operação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Influenciador Diabo LoiroReprodução/Instagram

O influenciador Eduardo Magrini, mais conhecido como Diabo Loiro, é um dos alvos da Operação Caronte, deflagrada na manhã desta sexta-feira (08). A ação investiga uma suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

Segundo informações da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Diabo Loiro teria envolvimento com empresas usadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. 

Conforme as investigações, o influenciador, apontado como ex-padrasto de Mc Ryan, preso durante a Operação Narco Fluxo, teria ligação também com um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Ainda de acordo com a Polícia Civil e MP-SP, o filho de Magrini, Mateus Magrini, também é alvo da Operação Caronte, sob suspeita de movimentar recursos ilícitos mediante uma empresa do ramo musical. 

Por nota, a polícia informou que a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados, além da apreensão de veículos e outros bens registrados em nome dos suspeitos. “Até o momento, foram apreendidos caminhões, automóveis, valores em espécie e animais, entre eles bois e cavalos”. 

Ostentação nas redes

Nas redes sociais, onde acumula 104 mil seguidores, Eduardo Magrini costumava compartilhar imagens de carros de luxo, viagens e de rodeios. No Instagram, o Diabo Loiro se intitula “produtor rural” e “influencer digital”.

Sua última publicação é datada do dia 24 de outubro de 2025, mês em que foi preso durante uma operação que também investigava um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados no Brasil. 

O Ministério Público afirma que Eduardo Magrini reúne condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998

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