EUA e Irã voltam a se enfrentar perto do Estreito de Ormuz, e pressiona os preços do petróleo

PETRÓLEO

Estados Unidos e Irã voltaram a se enfrentar militarmente perto do Estreito de Ormuz, elevando a tensão no Oriente Médio e ampliando os riscos para o mercado global de energia. Segundo o Comando Central dos EUA, forças americanas reagiram após destróieres da Marinha serem alvo de mísseis, drones e pequenas embarcações iranianas durante a travessia pelo estreito.

Washington afirma ter destruído bases de lançamento de drones, mísseis e centros de comando iranianos. O governo Trump disse que nenhum navio americano foi atingido e afirmou que o cessar-fogo segue formalmente em vigor.

Petróleo reage à tensão no estreito de Ormuz

Mesmo com o cessar-fogo formalmente mantido, o episódio aumenta a pressão sobre as negociações conduzidas via Paquistão para tentar encerrar a guerra iniciada em fevereiro. O petróleo voltou a subir diante do temor sobre a navegação em Ormuz.

O presidente Donald Trump elevou o tom contra o Irã após os novos confrontos e afirmou que os Estados Unidos responderão “com muito mais força” caso Teerã não aceite rapidamente a proposta de acordo apresentada pela Casa Branca.

Washington aguarda uma resposta iraniana nos próximos dias sobre um memorando que prevê reabertura gradual de Ormuz, suspensão parcial do bloqueio naval e avanço das negociações nucleares.

Investidores seguem em alerta

O cenário mantém investidores em alerta. O petróleo Brent voltou a subir e ultrapassou US$ 101 por barril nesta sexta-feira (08), enquanto bolsas asiáticas recuaram diante do temor de nova escalada militar.

O conflito já afeta o fornecimento global de energia e aumenta a pressão política sobre Trump, em meio à alta dos combustíveis nos Estados Unidos. Para os mercados, a crise em Ormuz passou a ser monitorada como fator de risco para inflação, juros e crescimento global.

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