
Virada Cultural 2026: o Festival dos Festivais
Do Centro às periferias de São Paulo, a Virada Cultural 2026 terá mais de 1,2 mil atrações espalhadas por 21 grandes palcos e dezenas de espaços culturais – repetindo o formato da edição passada. A expectativa da prefeitura é movimentar público de 4,8 milhões de pessoas oferecendo mais de 24 horas de programação gratuita no fim de semana dos dias 23 e 24 de maio (veja lista completa aqui).
Uma novidade é que pela primeira vez o Masp vai funcionar de graça para o evento, inclusive durante a madrugada. Equipamentos como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade também ficarão abertos ininterruptamente até as 18h de domingo.
Mais uma vez, o Vale do Anhangabaú será o palco principal do evento e vai concentrar alguns dos shows mais aguardados, com destaque para o cantor franco-espanhol Manu Chao e artistas brasileiros como Alexandre Pires, Seu Jorge, Péricles, Marina Sena e Luísa Sonza.
Circuito de palcos da Virada Cultural 2026 no Centro de São Paulo
Divulgação/Prefeitura de São Paulo
A abertura oficial da Virada , inclusive, será no Anhangabaú, com apresentação do maestro João Carlos Martins ao lado da escola de samba Mocidade Alegre, campeã do grupo especial Carnaval paulistano neste ano. As vencedoras dos grupos de acesso também vão se apresentar no evento, e todas as 32 escolas de samba da cidade abrirão suas quadras ao público durante o fim de semana.
As atrações foram anunciadas nesta sexta-feira (8) pelo secretário municipal da Cultura Totó Parente (MDB), que disse ter aumentado o circuito artístico do Centro. “Ouso dizer que o Centro vai estar mais bonito e mais colorido que no ano passado”, disse Totó, destacando desfile de dragões chineses, apresentações nas ruas e palcos temáticos.
“Teremos palco caipira na Sé, com comidas típicas do interior paulista, moda de viola e grandes homenagens. Teremos palco mulher no Largo do Arouche, com Céu, Tulipa Ruiz, Júlia Costa. Teremos palco Brega na Avenida São João, com Gaby Amanrantos, Joelma, Odair José, Sidney Magal, Otto cantando Reginaldo Rossi”, detalhou.
Vale do Anhangabaú será o palco principal da Virada Cultural no Centro de São Paulo
Edson Lopes Jr./SECOM/PMSP
Já no Theatro Municipal, que volta a participar da Virada, artistas consagrados devem apresentar álbuns marcantes de suas carreiras na íntegra – caso de Evinha, com o disco “Cartão Postal” (1971), Claudya, com o álbum “Deixa eu Dizer” (1973) e Di Melo com seu álbum homônimo de estreia (1975).
Fora do Centro, a Virada Cultural terá 16 grandes palcos por todas as regiões de São Paulo, onde devem se apresentar artistas como Thiaguinho, Michel Teló, Luísa Sonza, Péricles, Gustavo Mioto, Filho do Piseiro e muitos outros.
Veja a distribuição dos 21 palcos por região:
Centro: 5 (Anhangabaú, Arouche, República, Sé, São João)
Zona Leste: 5 (São Miguel Paulista, Parque do Carmo/Itaquera, Belenzinho, Sapopemba, Cidade Tiradentes, Guaianases)
Zona Norte: 2 (Parada Inglesa, Freguesia do Ó/Brasilândia)
Zona Oeste: 2 (Butantã)
Zona Sul: 7 (M’Boi Mirim, Campo Limpo, Grajaú, Jardim Myrna, Heliópolis/Ipiranga, Parelheiros, Cidade Ademar)
Ao término das apresentações no sábado, às 23h, haverá ônibus e metrô para transportar o público desses palcos até o Centro, onde a programação continua durante a madrugada.
Thiaguinho, Luiza Sonza, Alexandre Pires, Marina Sena e Gustavo Mioto são algumas das atrações da Virada Cultural de 2026 em São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais
Apesar da ampliação do circuito e da programação, o custo do evento será menor do que no ano passado. A prefeitura prevê investimento de R$ 40 milhões, contra cerca de R$ 60 milhões em 2025. A redução, segundo o secretário Totó Parente, foi possível graças a parcerias institucionais com entidades que bancam parte das atrações. Ao todo, são cerca de 200 parceiros envolvidos, entre eles o Sesc, museus, centros culturais estrangeiros, consulados e governos estaduais.
Ainda de acordo com o secretário, 80% dos artistas contratados são independentes, e 20% consagrados, com investimento aproximado de R$ 15 milhões apenas em curadoria.
Em entrevista coletiva, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou a Virada Cultural entre os eventos promovidos pelo poder público para “divulgar a cidade para o Brasil e para o mundo positivamente, proporcionar alegria, divertimento e cultura, e também gerar emprego e renda, que a gente não deixa nunca de colocar como eixo central da nossa administração”.
A Virada terá estrutura similar à do ano passado, mas segundo a prefeitura houve um incremento de 33% no número de banheiros químicos. Em relação ao transporte, o metrô terá funcionamento 24 horas e 50 linhas noturnas de ônibus terão as frotas reforçadas.
A prefeitura anunciou um aumento de 47% no efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que terá 2,8 mil agentes nas ruas. Ainda haverá 4,8 mil policiais militares e 2 mil seguranças privados em atuação. O esquema também envolve drones e câmeras com tecnologia de reconhecimento facial nos 21 palcos principais.
