Caso Master: ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB)Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, a Papudinha.

A transferência foi realizada nesta sexta-feira (8). A informação foi confirmada pelo iG.

Com a mudança, o ex-presidente passa a ficar em uma ala separada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi preso no dia 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a Polícia Federal (PF), quando presidia o BRB, Paulo Henrique tinha conhecimento de supostas irregularidades nas operações de compra de carteiras de crédito do Banco Master desde o fim de 2024.

A investigação aponta que ele teria autorizado a aceleração dessas compras de crédito, adiantado pagamentos e afrouxado regras de controle interno.

Além disso, ele é acusado também de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A transferência de Paulo Henrique ocorre em meio às negociações por um possível acordo de delação premiada.

No dia 24 de abril, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília.

Três ministros votaram a favor: André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Operação Compliance Zero

A ação da Polícia Federal teve início em novembro de 2025 para investigação de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras, com foco em gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

À época, foram executadas sete prisões, sendo cinco preventivas e duas temporárias, e cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. Nessa etapa, a operação teve como principal alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso ao tentar sair do Brasil.

Em janeiro de 2026, a segunda fase da Compliance cumpriu 42 mandados de busca em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, tendo novamente como alvo Vorcaro e parentes. Além disso, o STF autorizou bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.

Na terceira fase, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, autorizados pelo ministro do STF, André Mendonça. 

Leia também: Primo de Daniel Vorcaro é preso em operação da PF

Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso novamente, além de outros alvos como Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, e funcionários do Banco Central.

Daniel Vorcaro, no protocolo de admissão no sistema prisional paulistaDivulgação/ SAP

Caso Banco Master

O colapso do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, abriu uma série de investigações da Polícia Federal e intensificou embates entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Cerca de 800 mil clientes aguardam o reembolso de investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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