
A Biblioteca Central da UNAM (Universidade Nacional Autónoma de México), na Cidade do México, é um monumento onde a literatura e a arte monumental se fundem. Com 4.000 m² de mosaicos de pedra natural, o edifício possui um dos maiores murais artísticos do mundo e é um marco reconhecido pela UNESCO.
Como o arquiteto Juan O’Gorman criou murais com pedras naturais?
Para compor o mural que envolve os quatro lados do edifício sem janelas, o arquiteto e muralista Juan O’Gorman viajou por todo o México coletando rochas naturais de diversas cores e minerais. O objetivo era criar uma obra que não dependesse de tinta, garantindo que o mural resistisse ao sol forte e à poluição sem desbotar.
O processo de separar e colar milhares de pequenos pedaços de rocha vulcânica foi um feito logístico extraordinário na década de 1950. As pesquisas de arte moderna documentadas pelo Instituto de Investigaciones Estéticas da UNAM afirmam que a fachada é uma aula de durabilidade e integração arquitetônica.

O que os murais gigantescos narram sobre a história do país?
Cada uma das quatro fachadas do edifício narra um período distinto da rica e sangrenta história da civilização mexicana. A face norte é dedicada ao passado pré-hispânico (astecas e toltecas); a sul aborda a colonização espanhola; a leste foca na revolução camponesa e a oeste exalta a universidade contemporânea.
Para contextualizar o impacto dessa obra frente aos murais tradicionais pintados a fresco, elaboramos a comparação técnica abaixo:
| Técnica de Muralismo | Mosaico de Pedra Natural (UNAM) | Pintura a Fresco Tradicional |
| Durabilidade | Quase eterna (Resistente ao desbotamento) | Alta manutenção (Sensível a intempéries) |
| Materiais Utilizados | Rochas coloridas de diferentes regiões geológicas | Pigmentos minerais misturados à água e cal |
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Por que a torre não possui janelas em sua estrutura principal?
O edifício foi desenhado em um formato de caixa cega para garantir a preservação do gigantesco acervo de livros da universidade. Ao eliminar as janelas no depósito principal, a incidência de luz solar e umidade é drasticamente reduzida, protegendo as páginas raras contra o amarelamento e o mofo.
Abaixo, detalhamos os dados técnicos que atestam a grandiosidade desta obra que domina o Campus Central:
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Área do Mural: Aproximadamente 4.000 metros quadrados de pedras.
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Arquiteto Responsável: Juan O’Gorman, Gustavo Saavedra e Juan Martínez.
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Inauguração: 1956.
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Acervo Atual: Mais de 1,5 milhão de volumes.
Como o campus da UNAM se tornou um Patrimônio Mundial?
A UNAM não é apenas uma universidade; ela é um experimento urbanístico do século XX. O campus central foi projetado pelos maiores arquitetos mexicanos da época e tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2007. A integração dos edifícios modernistas com a arte pré-colombiana é única no mundo.
O gramado à frente da biblioteca é o ponto de encontro diário de milhares de estudantes. A obra de O’Gorman atua como um livro aberto, ensinando a história nacional antes mesmo que o aluno passe pela porta giratória para acessar o acervo.
Para aprofundar seu roteiro pelo campus principal da maior universidade da Namíbia, selecionamos o conteúdo do canal University of Namibia. No vídeo a seguir, os representantes da instituição detalham visualmente as instalações da Biblioteca Central da UNAM, mostrando os espaços de pesquisa, as áreas de estudo e os serviços disponíveis para a comunidade acadêmica:
Qual a importância da preservação da Biblioteca Central hoje?
A capital do México é propensa a terremotos e altos índices de poluição do ar. A preservação do edifício exige que engenheiros inspecionem constantemente a aderência dos mosaicos de pedra nas placas de concreto para garantir que nenhum fragmento se solte da altura de 10 andares.
Para quem estuda arquitetura, a Biblioteca Central da UNAM é o ápice do movimento muralista mexicano. É a prova de que um edifício funcional não precisa ser estéril; ele pode e deve ser a própria tela que carrega a alma e o peso histórico de uma nação.
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