
O presidente Donald Trump rejeitou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã a uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Com isso, o conflito que já dura mais de dez semanas continua, ainda que o cessar-fogo não tenha sido cancelado.
O governo iraniano condicionou um acordo ao fim das sanções americanas, à retirada do bloqueio naval imposto pelos EUA e a garantias de segurança no Estreito de Ormuz. O país do Golfo também exigiu compensações por danos causados pela guerra.
Trump respondeu nas redes sociais. “TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu no Truth Social, sem detalhar quais pontos rejeitou.
Irã cobra fim do bloqueio naval
A proposta iraniana foi divulgada no domingo (10) pela imprensa estatal do país. O texto também pede garantias de que não haverá novos ataques dos Estados Unidos e cobra a liberação de ativos iranianos congelados no exterior.
- ENTENDA: Irã envia nova proposta de cessar-fogo em resposta aos EUA
Nesta segunda-feira (11), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã considera a proposta “generosa e responsável”.
Os EUA defendiam primeiro um cessar-fogo para depois retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano, principal ponto de disputa entre os dois países.
A rejeição de Trump aumentou, ainda mais, a pressão sobre a Casa Branca. Os aliados dos Estados Unidos na OTAN estão resistindo à presença militar na região sem um acordo diplomático dito mais amplo.
O conflito também provoca desgaste político interno para Trump. Pesquisas, detalhadas pela Reuters, mostram aumento da rejeição à guerra entre eleitores americanos em meio à alta dos combustíveis.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo (10) que a guerra “ainda não terminou” e disse que Israel continuará atuando contra instalações nucleares iranianas.
Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país “não vai se curvar ao inimigo”.
Trump viaja nesta quarta-feira (13) para a China. O conflito com o Irã deve entrar na pauta da reunião com o presidente chinês, Xi Jinping.
