
Mulher assassinada em trilha de Florianópolis: o que se sabe
Giovane Correa Mayer, de 21 anos, preso pelo assassinato da professora Catarina Kasten, de 31 anos, em uma trilha de Florianópolis foi pronunciado pela Justiça e deve ir a júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o processo, porém, segue com prazo aberto para interposição de recursos e não há data definida para o julgamento.
A decisão foi assinada na sexta-feira (8) e a informação foi anunciada nas redes sociais da defesa da familia de Catarina nesta segunda-feira (11).
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A jovem foi estuprada e assassinada na manhã de 21 de novembro, após sair de casa para ir a uma aula de natação. Os crimes aconteceram na trilha da praia do Matadeiro, local frequentado pelos moradores da região.
Catarina Kasten foi estuprada e morta em trilha em Florianópolis; câmera flagrou suspeito
Reprodução
O suspeito confessou os crimes e está preso preventivamente. Em dezembro, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
No mesmo mês, o Poder Judiciário informou que aceitou a denúncia do MPSC. Com isso, Giovane se tornou réu no processo criminal.
As qualificadoras do feminicídio são asfixia e o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o acusado agiu com intenção de matar, de forma consciente e voluntária, por razões da condição do sexo feminino. O processo tramita sob sigilo.
A defesa é realizada pela Defensoria Pública, que informou, em nota, que pessoas presas sem advogado constituído recebem assistência durante as audiências.
Natural de Viamão (RS), o investigado vivia na região de Florianópolis desde 2019, com familiares. Segundo a Polícia Militar, ele costumava frequentar a trilha onde ocorreu o crime e, no dia dos fatos, relatou ter retornado de uma festa em que havia consumido bebida alcoólica.
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