‘Nunca mais vou querer comemorar’, diz filho de mulher morta após discussão por música na véspera do aniversário dele


Vendedora ambulante Cristiane Lira de Araújo, de 40 anos, foi morta após discussão na Baixada Fluminense
Reprodução
Familiares e amigos se reuniram nesta segunda-feira (11) para o velório de Cristiane Lira de Araújo, de 40 anos, morta a tiros após uma discussão por causa da música que tocava em um bar em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu na frente da filha da vítima, de 12 anos.
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Cristiane foi velada no Cemitério Solidão, em Belford Roxo. Durante a despedida, parentes demonstraram indignação com a motivação do crime. A cerimônia foi marcada por comoção e revolta. Um dia após completar 22 anos, o filho mais velho da ambulante resumiu a dor da família.
“Eu tinha perturbado pra comemorar aniversario e o Dia das Mães. Nunca mais vou querer comemorar meu aniversário”, disse.
“A gente tem que gostar da mesma música? Por causa de uma música vão matar?”, questionou Ruth Maria Gomes, ex-sogra da vítima.
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Pagode x funk
Segundo testemunhas, Cristiane estava em um bar na Vila Dagmar, no último sábado (9), acompanhada do namorado e da filha.
Em determinado momento, ela escolheu algumas músicas para tocar no aparelho de som do local. Segundo testemunhas, ela teria colocado pagode. A escolha do ritmo teria provocado uma discussão com um homem identificado como Antônio Marcos Silva, que queria ouvir funk.
“Ele não gostou do estilo de música que ela estava escutando (…) Ele falou: ‘tem como tirar?’. Ela falou: ‘vou escutar a última e vou tirar'”, contou Andressa Malaquias.
Jhonathan, filho de Cristiane
Reprodução/TV Globo
Quem estava no bar conta que os dois chegaram a brigar por conta da música e houve troca de ofensas.
Relatos apontam que, após a discussão, o homem foi até casa, voltou armado e atirou contra Cristiane e o namorado dela, Ricardo José Soares.
A ambulante morreu após ser levada ao Hospital Municipal de Belford Roxo. Ricardo foi baleado e segue internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, fora de perigo.
“Ela queria um ritmo e ele queria outro. Ela pediu pra ele esperar e ele não quis esperar. Um motivo fútil”, disse Isabela Gomes, ex-cunhada de Cristiane.
Confissão
Segundo a Polícia Militar, a esposa do suspeito afirmou que ele ligou confessando o crime e informou que Antônio Marcos pretende se apresentar à polícia acompanhado de um advogado.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso.
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