No Brasil, chocolates e derivados passarão a ter percentuais mínimos de cacau


No Brasil, chocolates e derivados passarão a ter percentuais mínimos de cacau
Começaram a valer nesta segunda-feira (11) novas regras para a fabricação de chocolates feitos e vendidos no Brasil.
No rótulo está escrito chocolate. Mas como saber o quanto de cacau realmente tem ali? Na lei sancionada nesta segunda-feira (11), o texto diz que, para ser considerado chocolate, o produto deverá ter no mínimo 35% de cacau na sua composição. Se for chocolate ao leite, o percentual é 25%. E o chocolate branco, 20% de manteiga de cacau, que é a gordura natural do fruto. Outras gorduras vegetais autorizadas na fabricação ficam limitadas a 5%.
A lei, de iniciativa do Congresso Nacional, acaba com as denominações “chocolate amargo” e “meio amargo”. Com mais cacau e menos gordura vegetal, a indústria tem agora um ano para reformular as receitas e as embalagens. A partir dessa mudança, o rótulo passa a ser o filtro definitivo entre o que é um chocolate de verdade e o que é apenas um doce sabor chocolate.
Sem o mínimo de cacau exigido, o nome de venda deverá ser específico, como “achocolatado”. Nesses casos, o fabricante não poderá usar imagens, cores ou frases que sugiram que é chocolate. Além disso, a quantidade de cacau deve ser informada de forma bem visível e clara.
No Brasil, chocolates e derivados passarão a ter percentuais mínimos de cacau
Jornal Nacional/ Reprodução
A empresária Adriana Labarrère faz chocolate artesanal há mais de 20 anos. Ela explica que, no começo, a gente até pode estranhar o gosto do produto com mais cacau:
“A gente está acostumado, a nossa referência sempre foi o sabor da essência de baunilha e de muito açúcar. Então, a gente conhece chocolate só pela cor, mas o sabor do cacau não”.
Em nota, a Associação das Indústrias de Chocolate declarou que os itens disponíveis no mercado hoje representam uma variedade de receitas e formas, para atender às várias faixas de consumo e paladares do brasileiro; que a lei cria novas categorias e reafirma normas existentes, que a indústria sempre atendeu, seguindo padrões internacionais. A Abicab declarou ainda que mantém diálogo com as autoridades para corrigir, na fase de regulamentação, possíveis divergências técnicas do texto.
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